É em si alem de minhas palavras
vou até onde meu corpo deixa e até onde minha mente alcança
como policiar os detentores da chave do portão do paraíso?
A idade média foi negra
A idade da razão cega de tanta luz material
Isso mostra que o ser humano não deixou de ser ele mesmo
negar afirmando outro diverso
não se preocupe com a vontade do saber divinamente humana do futuro
a chave do portão é a vida em si
o peito que bate
uma rima escondida
cá dentro
onde os olhos racionais não alcançam
ainda diria o materialista ferrenho
jamais diria o espiritualista renovado
enquanto não matematizarem o acaso
nem renovarem os votos de divindade política
vou assim vivendo meio que no meio
sentindo a vida
não sabendo a verdade
tendo plena certeza de se estar vivo
e
como Sócrates
carrego minha duvida
e nada mais
sábado, 2 de julho de 2011
Deus e sua metafísica
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Alan Figueiredo
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sábado, 25 de junho de 2011
Na beira do cais
Na beira do mundo
neste lugar a beira de um mar fechado
pessoas trabalham
como se ultimo dia fosse hoje
um dia de sol
pombos cinza comem o desespero da vida
pessoas trabalham
como se não tivesse amanhã
pombos cinza comem no cais do porto
entre suor e voos desesperados
escorre um maçaroca espessa
a massa desajustada de se estar vivo
Vivaldi e seu violino
comandam este cenário
cada passo
cada voo desajeitado
uma nota de um agudo interno
um caminhar voando de pés descalços
lá vem ele
o homem e seus cachorros
faz voar todos os pombos
na harmonia da vida
as notas espalharam-se no ar
notas que sabem voar
já passou os dentes da raiva
aos poucos a musica vai ganhando pombos
de uma nota profunda
sem partitura que oprima os agudos que caiem da beirada
só os pombos compõem o cenário da vida
volta o homem e seus cachorros
e lá vai minha musica incompleta
voando feliz de voar
eles não voltam tão cedo agora
sabem voar alem de minha musica
ficar não é preciso para eles
eis que sobrou o metal
o mar
e uma vaga lembrança do dia
aquele dia
que fiz um poema de pombos e musica
e este dia passou
neste lugar a beira de um mar fechado
pessoas trabalham
como se ultimo dia fosse hoje
um dia de sol
pombos cinza comem o desespero da vida
pessoas trabalham
como se não tivesse amanhã
pombos cinza comem no cais do porto
entre suor e voos desesperados
escorre um maçaroca espessa
a massa desajustada de se estar vivo
Vivaldi e seu violino
comandam este cenário
cada passo
cada voo desajeitado
uma nota de um agudo interno
um caminhar voando de pés descalços
lá vem ele
o homem e seus cachorros
faz voar todos os pombos
na harmonia da vida
as notas espalharam-se no ar
notas que sabem voar
já passou os dentes da raiva
aos poucos a musica vai ganhando pombos
de uma nota profunda
sem partitura que oprima os agudos que caiem da beirada
só os pombos compõem o cenário da vida
volta o homem e seus cachorros
e lá vai minha musica incompleta
voando feliz de voar
eles não voltam tão cedo agora
sabem voar alem de minha musica
ficar não é preciso para eles
eis que sobrou o metal
o mar
e uma vaga lembrança do dia
aquele dia
que fiz um poema de pombos e musica
e este dia passou
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terça-feira, 21 de junho de 2011
Ontem eu fui filosofo existencial?!
Ontem fui uma verdade que não entendo
palavra alguma me diria o que fui ontem
tanto sonho que me confundo
não sei quem sonhou meu sonho de fato
tanto nada pra coisa alguma
de que valem as palavras?
só mesmo estes versos
que trago no bolso
de uma camisa rasgada
para dizer este nada
de profundeza alguma
palavra alguma me diria o que fui ontem
tanto sonho que me confundo
não sei quem sonhou meu sonho de fato
tanto nada pra coisa alguma
de que valem as palavras?
só mesmo estes versos
que trago no bolso
de uma camisa rasgada
para dizer este nada
de profundeza alguma
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Ser mesmo criança
Por um instante fui criança
eis que me vi mais velho
braba por fazer
mas
sou criança em todos os tempos verbais
no instante em que sou criança
erro buscando a verdade
tão certo que não me engano
porque um dia fui criança
criança em todos os tempos verbais
fui já sendo criança
e agora como deixar de se-lo?
sou, fui ou serei não importa
sou criança em todos os tempos verbais
eis que quando criança
nasci assim em todos os tempos
não sei ser outra coisa
mesmo com a barba por fazer
ainda sou aquela criança
descalça e feliz
vou brincando pelo caminho
sem medo de pedras ou cacos de vidros
sou criança em todos os tempos verbais
eis que me vi mais velho
braba por fazer
mas
sou criança em todos os tempos verbais
no instante em que sou criança
erro buscando a verdade
tão certo que não me engano
porque um dia fui criança
criança em todos os tempos verbais
fui já sendo criança
e agora como deixar de se-lo?
sou, fui ou serei não importa
sou criança em todos os tempos verbais
eis que quando criança
nasci assim em todos os tempos
não sei ser outra coisa
mesmo com a barba por fazer
ainda sou aquela criança
descalça e feliz
vou brincando pelo caminho
sem medo de pedras ou cacos de vidros
sou criança em todos os tempos verbais
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domingo, 12 de junho de 2011
Mais Uma
Aqui estou parado
ante o inevitável
meus olhos desesperado
apoiam meus ombros de cabeça baixa
um carro que passa
um corpo no chão
sim
mais um dia na cidade imunda
vamos morrendo
assim vivendo
secando o sangue com toalhas brancas
na limpeza profunda
perfeitamente limpo deve ficar!
Ordens dadas do general limpeza
meus olhos não podem ver de todo
mas glóbulos vermelhos escaparam?
Sim eu sei
mas não os vejo e que assim seja
limpo
como o chão deve ser
olhos grudados na janela de um vidro
de um outro lado que não acredita
mas sim
sangue escorre na calçada
bombeiros que não se abalam
limpam o local imundo
imaculado
mas toalha alguma há de limpar a morte
e a sujeira imunda deste cinza escuro
que brota das entranhas dos prédios
das cores dos carros
da vida vivida no abismo coisas
a sujeira somos nós
um metal com uma graxa grudenta
separando olhos nos vidros escuros
para não vermos quão sujo e imundo
vai nosso pé naquela calçada
mais uma morte
mais um numero
mais um dia
e assim levamos a vida
ante o inevitável
meus olhos desesperado
apoiam meus ombros de cabeça baixa
um carro que passa
um corpo no chão
sim
mais um dia na cidade imunda
vamos morrendo
assim vivendo
secando o sangue com toalhas brancas
na limpeza profunda
perfeitamente limpo deve ficar!
Ordens dadas do general limpeza
meus olhos não podem ver de todo
mas glóbulos vermelhos escaparam?
Sim eu sei
mas não os vejo e que assim seja
limpo
como o chão deve ser
olhos grudados na janela de um vidro
de um outro lado que não acredita
mas sim
sangue escorre na calçada
bombeiros que não se abalam
limpam o local imundo
imaculado
mas toalha alguma há de limpar a morte
e a sujeira imunda deste cinza escuro
que brota das entranhas dos prédios
das cores dos carros
da vida vivida no abismo coisas
a sujeira somos nós
um metal com uma graxa grudenta
separando olhos nos vidros escuros
para não vermos quão sujo e imundo
vai nosso pé naquela calçada
mais uma morte
mais um numero
mais um dia
e assim levamos a vida
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quarta-feira, 1 de junho de 2011
Discurso Vazio
Na cidade pessoas andam
neste fim de tarde
como se a casa fosse nos libertar
sim libertar entre paredes
chego em casa
tiro a mascara de servo para tomar banho
me enxugo bem devagar
esquecendo as costas porque não?!
agora sim sou livre
livre até os olhos e ouvidos de meu vizinho
livre até o ronco de meu estomago
eis que comi um bom pão com manteiga
esta na hora de pensar agora
não esta?
Mas ligo a TV
e pensam por mim
cada propaganda
é uma espera
ainda vou conseguir desliga-la
e quando faço meu sono me pega de jeito
a culpa de não pensar livre é de Orfeu
Não, espera ai! eu não poderia pensar nestas coisas
se pensam por mim quem é este que escreve
um eu totalmente alheio e esquizofrênico
ou talvez apenas uma incoerência eu-lirica
neste mar de incoerências
o que não seria mais uma
eu que não penso pensar
eu que não falo falar
sim é assim que andam as coisas
e assim que vai continuar andando
enquanto eu puder desligar a TV
vou continuar acreditando na humanidade
neste fim de tarde
como se a casa fosse nos libertar
sim libertar entre paredes
chego em casa
tiro a mascara de servo para tomar banho
me enxugo bem devagar
esquecendo as costas porque não?!
agora sim sou livre
livre até os olhos e ouvidos de meu vizinho
livre até o ronco de meu estomago
eis que comi um bom pão com manteiga
esta na hora de pensar agora
não esta?
Mas ligo a TV
e pensam por mim
cada propaganda
é uma espera
ainda vou conseguir desliga-la
e quando faço meu sono me pega de jeito
a culpa de não pensar livre é de Orfeu
Não, espera ai! eu não poderia pensar nestas coisas
se pensam por mim quem é este que escreve
um eu totalmente alheio e esquizofrênico
ou talvez apenas uma incoerência eu-lirica
neste mar de incoerências
o que não seria mais uma
eu que não penso pensar
eu que não falo falar
sim é assim que andam as coisas
e assim que vai continuar andando
enquanto eu puder desligar a TV
vou continuar acreditando na humanidade
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sábado, 21 de maio de 2011
Na solidão
Pedaços de minha solidão
descolam da borda de um quadro
não sei o que faço
meu próximo verso não me consola
são versos e nada mais
não anseio a resposta definitiva do corpo
porque esta, está no campo do inevitável
e ser por acidente é uma coisa meio que assim já sendo
não sei se anseio alguma coisa
é só uma espera
sem coisa alguma a esperar
um suspense no ar pesado do inverno
estou completamente cego
subi um muro muito alto
não sei cair na certa
mas não vou me agarrar ao muro
sou livre até o calcanhar
mas sou
tenho que ser
ser livre é a única prisão que me resta
e vou assim vivendo
sorrindo
comendo
cantando a trágica comédia de se estar vivo
é!
é na solidão é que se pensa
se pensa nestes nadas com coisa alguma
eis que lá estavam todas as coisas
descolam da borda de um quadro
não sei o que faço
meu próximo verso não me consola
são versos e nada mais
não anseio a resposta definitiva do corpo
porque esta, está no campo do inevitável
e ser por acidente é uma coisa meio que assim já sendo
não sei se anseio alguma coisa
é só uma espera
sem coisa alguma a esperar
um suspense no ar pesado do inverno
estou completamente cego
subi um muro muito alto
não sei cair na certa
mas não vou me agarrar ao muro
sou livre até o calcanhar
mas sou
tenho que ser
ser livre é a única prisão que me resta
e vou assim vivendo
sorrindo
comendo
cantando a trágica comédia de se estar vivo
é!
é na solidão é que se pensa
se pensa nestes nadas com coisa alguma
eis que lá estavam todas as coisas
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terça-feira, 10 de maio de 2011
O filosofo
O filosofo é aquele
que diz uma verdade
mas diz que não é dele
que diz uma verdade
mas diz que não é dele
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Alan Figueiredo
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sábado, 7 de maio de 2011
Aos Blogueiros
Todos querem falar
meu Deus também quero falar
mas falar para quem?
Para os poucos que querem falar!?
Com os olhos fechados
aprendi a escutar
a ler minha solidão impressa
ver de dentro o que de fora estava
ai quem sabe um dia
me libertar das grades ocultas
do deserto do meu blog
olhos demasiados atentos
engordando um boi
a muito já morto
meu Deus também quero falar
mas falar para quem?
Para os poucos que querem falar!?
Com os olhos fechados
aprendi a escutar
a ler minha solidão impressa
ver de dentro o que de fora estava
ai quem sabe um dia
me libertar das grades ocultas
do deserto do meu blog
olhos demasiados atentos
engordando um boi
a muito já morto
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Alan Figueiredo
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quarta-feira, 4 de maio de 2011
A Luz e a Escuridão
Um grito na madrugada
o sol nem nasceu de todo ainda
janelas abertas pra noite
e uma manhã como outra qualquer
a TV ainda não fez a realidade
um vizinho sai descalço na rua
coça os olhos do ultimo sonho
e o inevitável o atinge os olhos
uma luz que penetra o ser
na escuridão das ruas acesas
e lá vai mais um servo moderno
levar seu estomago a lugares alheios
e vamos com ele
como os raios do dia
voam na madrugada a dentro
liberta os seres de sua cova profunda
este servos modernos chega a um ponto de ônibus
muitos também vão de carro
mas o ônibus
faz saltar aos olhos o radicalismo da madrugada
No ponto de ônibus
dois mundos se entrelaçam
pessoas deixam a praça noturna
depois da comemoração da madrugada
a luz do sol comanda a passagem
pessoas voltam da madrugada
pessoas vão servir na luz do dia
mundos que se completam na diferença da vida
olhares costuram estes dois mundos
respeitosos
irônicos
ou saudosos
é ali onde todos os olhares se misturam
como se fosse
a ultima celebração da liberdade
ultima festa
ultima noite no primeiro dia
eis que o ônibus chega
levando sobre as rodas metálicas
uma borracha dura
uma vida dura de servidão
um servo completamente cego
para sua própria condição
uma cegueira branca
misturada a crueldade capitalista
e assim dois mundos muito antigos
se entrelaçam nesta noite
que anida não é dia
e pouco a pouco vai deixando de ser
entre a luz e a escuridão
está a semente da liberdade
igualdade profunda do diferente
voz primeira da vida
o sol nem nasceu de todo ainda
janelas abertas pra noite
e uma manhã como outra qualquer
a TV ainda não fez a realidade
um vizinho sai descalço na rua
coça os olhos do ultimo sonho
e o inevitável o atinge os olhos
uma luz que penetra o ser
na escuridão das ruas acesas
e lá vai mais um servo moderno
levar seu estomago a lugares alheios
e vamos com ele
como os raios do dia
voam na madrugada a dentro
liberta os seres de sua cova profunda
este servos modernos chega a um ponto de ônibus
muitos também vão de carro
mas o ônibus
faz saltar aos olhos o radicalismo da madrugada
No ponto de ônibus
dois mundos se entrelaçam
pessoas deixam a praça noturna
depois da comemoração da madrugada
a luz do sol comanda a passagem
pessoas voltam da madrugada
pessoas vão servir na luz do dia
mundos que se completam na diferença da vida
olhares costuram estes dois mundos
respeitosos
irônicos
ou saudosos
é ali onde todos os olhares se misturam
como se fosse
a ultima celebração da liberdade
ultima festa
ultima noite no primeiro dia
eis que o ônibus chega
levando sobre as rodas metálicas
uma borracha dura
uma vida dura de servidão
um servo completamente cego
para sua própria condição
uma cegueira branca
misturada a crueldade capitalista
e assim dois mundos muito antigos
se entrelaçam nesta noite
que anida não é dia
e pouco a pouco vai deixando de ser
entre a luz e a escuridão
está a semente da liberdade
igualdade profunda do diferente
voz primeira da vida
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