sábado, 21 de maio de 2011

Na solidão

Pedaços de minha solidão
descolam da borda de um quadro
não sei o que faço
meu próximo verso não me consola

são versos e nada mais
não anseio a resposta definitiva do corpo
porque esta, está no campo do inevitável
e ser por acidente é uma coisa meio que assim já sendo

não sei se anseio alguma coisa
é só uma espera
sem coisa alguma a esperar
um suspense no ar pesado do inverno

estou completamente cego
subi um muro muito alto
não sei cair na certa
mas não vou me agarrar ao muro

sou livre até o calcanhar
mas sou
tenho que ser
ser livre é a única prisão que me resta

e vou assim vivendo
sorrindo
comendo
cantando a trágica comédia de se estar vivo

é!
é na solidão é que se pensa
se pensa nestes nadas com coisa alguma
eis que lá estavam todas as coisas

2 comentários:

diogo henriqueS disse...

Aí André, homenagem para ti lá no poesia in loco,


valeu,

amplexos!

Alan André de Figueiredo disse...

Valeu Diego!

Sim isso mesmo!

Que filho nascerá desta mistura?

pouco importa

vamos assim misturando

Até Alan