segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

O teu silêncio II


O teu silencio foi como navalha
Suspendeu no ar toda esperança
Quem dará o primeiro passo?
Passo sem jeito de uma relação frágil

O que fazer com este silêncio
Se não devolvê-lo?!
Ninguém se arrisca em perguntas desnecessária
Nem em obviedades discursivas

É só silêncios
Profundos silêncios de um embaraço torto
Não há nada para se dizer
Mas todas as coisas deveriam ser ditas

Um respeito necessário a convivência
O perdão diluiu-se no tempo
Polindo os silêncios entre meu peito e o teu
Fazendo o possível para o rancor sumir

Teu silencio foi como uma navalha
Cortou meus braços no intuito de te abraçar
Cortou minha garganta na hora de falar

Teu silêncio foi como uma navalha
Cortou tudo
Cortou nada

2 comentários:

rdelton! disse...

Grande poeta! Parabéns por esse dom e por compartilhar com a gente na net! Um abraço!

Alan André de Figueiredo disse...

Muito obrigado Ramon

Até