terça-feira, 11 de março de 2014

A obra

Tijolo
Cimento
Argamassa

O pedreiro levanta um muro
O lado de dentro de um quarto qualquer
Um dentre centenas de quartos
Um tijolo dentre os milhares

Milhares pedreiros da obra
Mãos de cimento e suor
Criam espaços futuros

Crianças mimadas hão de rabiscar esta parede
Quadros irão enfeita-la
E esta rede há de me segurar

Estou apoiado em mãos anônimas
Anonimato imposto
Na política do esquecimento

Faz do obvio poesia

2 comentários:

Tiago Malta disse...

Um dos melhores que você já escreveu

Alan André de Figueiredo disse...

Muito obrigado Tiago!