domingo, 6 de janeiro de 2013

Ideias

Quero fazer um poema
Com a mais alta temática
A mais humana dentre todos
a mais filosófica das verdades

Quero fazer um poema e não ser mais um
Mais um numero dentre tantos no mundo
humanos mundos de mim mesmo

As ideias mudam o Mundo!

todos sabem do velho ditado
Mas quem assiste de camarote?
Quem dá fé as irrealidades
pregando na vida essa desumanidade?

Não há respostas unas
meu caro leitor
somos este aninhamento de palavras
de símbolos teimosos

significantes avariados
demasiadas distancias incomunicáveis
ironia de nosso tempo caro leitor
pavor e medo no limite de nossas portas

tranquem-se
construam prisões para seus corpos
suas ideias não podem voar
devem estar presa neste cotidiano roto

Olhem pela janela de sua sala de estar
lá está todas as possibilidades
toda a vida pulsando na mata
nas origens de nossas vontades

E nada acontece
nem um pouco de grama invade o asfalto
continuamos a emborrachar a terra
o medo é a flecha da desgraça

não há história da humanidade
só você caro leitor
o resto são crenças e palavras
duvide da verdade do mais alto cientista

não há tolices em duvidar
temer pelo erro
buscar sua verdade
tolice é aceitação máxima dos graus da academia

somos todos nós de uma mesma corda

O nó que segura esta irrealidade
que nos faz balbuciar qualquer coisa
nesta alienação voluntaria
um sentir sem palavras

caro leitor vos agradeço
a paciência e o julgamento
porque as ideias
não morrem jamais

2 comentários:

Iguimarães disse...

Belo encadeamento de palavras.
Encaixamento muito bom, chamou muito minha atenção.

Além do que vi alguma semelhança com um texto de drummond.

Sobre o seu comentário,aquele texto é bem específico mesmo... Depois lê alguns outros. Todos os que correspondem a alguma parte do corpo são parte de uma coletânea...
grande abraço

Alan André de Figueiredo disse...

Agradecido Igor
vou ver sim
vamos assim passo a passo
Alan