terça-feira, 10 de abril de 2012

O ultimo poema

Talvez sejam estes meus últimos versos
ultimo sopro de qual quer coisa vivida
Talvez amanhã não exista
invento minhas saudade pelo novo

Viva ao novo!
O novo de uma velhice entranhada
uma sabedoria profunda
Assim quero meu ultimo poema

repleto de simplicidade
o amor pela vida
que transborda da beirada do poema
o amor pela vida me faz levantar nas manhãs

Eu quero meu ultimo poema
Eu quero agora!
Como nunca quis querer antes

que acabe meus versos no mar
boiando a deriva
como um louco navio velho
eu quero meu ultimo poema

como o cheiro de um navio velho
tão seu de gente passada
impregnado de sal que gruda na antepara
Que meu ultimo poema seja como um navio velho

Vagando a ermo em sua ultima viagem
Seu velho capitão a observar o horizonte
com uma atenção desalinhada
De chinelos no passadiço

Assim quero meu ultimo poema
Solto de suas próprias amarras
navegando reto e sem destino
esperando chegar a todos os destinos

Assim eu quero meu ultimo poema
o ultimo escrito a boiar
no mar da minha vida que foi

Tal como o velho Capitão
deixarei no cais da saudade
as lembranças e meus poemas

e lá de longe

onde a mente não alcança
vou arrastar meus chinelos
e terei feito
meu ultimo poema

5 comentários:

marcela disse...

Oi Alan! Parabéns pelo belíssimo poema, um passeio pela vida até o momento onde mesmo arrastando os chinelos ainda deixará nascer um poema de onde a mente nem alcança

Alan André de Figueiredo disse...

Oi Marcela
Que bom ver você aqui!

Agradecido pelo comentario
como sempre gentil.

Vamos misturando

Até Alan

Jéssica de Abreu disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Jéssica de Abreu disse...

Oi Alan, aqui é Jéssica namorada do maycon.. Adorei os poemas, e obrigado pelo e-mail da coca-cola rsrs, me encorajou a continuar sem toma-lá, rsrs...

Alan André de Figueiredo disse...

Oi Jessica que bom que gostou
Vamos assim misturando
Até Alan