quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Atos de capital selvagen

Em um mundo onde literalmente tudo pode ser convertido em dinheiro

O sol bate
E fico assim pasmo
De quanta vida ainda há lá fora
Um passarinho que pula no asfalto

Enquanto o oleo da morte
Jorra pelos campos de aguas profundas
Um passarinho preto sisca inocente na calsada
O que fizemos?

Porque somos assim tão egoista?
Quem parará esta maquina edionda
Que destroi a si mesmo
Com requinte de crueldade?

Qual suicida mais nobre
Nos ensinará o caminho da morte ante o inevitavel
O ultimo ato
Antes do espetaculo final

Qual neoritico narcizista
Gritará em alto tom científico?
"Morram seus selvagens!"
E nos matará pateticamente limpo de si mesmo

O pior selvagem
É aquele que se intula civilizado na plateia
Tem ideais repleto de destrição oculta
Papel impresso e bits de satifação

O pior selvagem
Assiste indeferente a morte alheia
Em sua poltrona
Vê a morte nos olhos de Alice

2 comentários:

André Luiz TI (informática) disse...

Este foi muito bom!!! Faz-nos pensar em nossos atos de autodestruição. Todos somados ao nosso próprio egoísmo. Sempre tentamos nos dar bem em cima de méritos alheios. Não nos importamos com os outros e quando temos a oportunidade de ganhar meritos pelas nossas próprias mãos, desfalecemos, afrouxamos as rédeas, autodestruímo-nos.

Alan André de Figueiredo disse...

Fala André
É bom ver voce aqui
Sim voce viu uma caracteristica bem peculiar de alguns humanos e Brasileiros.
Sempre vale perguntar
E agora?
Como diria Drumond
E agora José?
Para onde?

Gostei muito do seu comentario
Até Alan