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terça-feira, 8 de setembro de 2020
Condenados a liberdade
A nossa liberdade está em condicional nas letras
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Alan Figueiredo
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09:46
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sexta-feira, 7 de agosto de 2020
Da verdade
Deusa incognoscível
Quando ela fala os justos se calam
Não é bem tarefa do poeta
Dizer a verdade
Ao contrario
Ele inventa espelhos de si
Para enxergar outra verdade
Um paradoxo tão encantador
Que ele não resiste em ser o mentiroso
Com bons propósitos
Um sóbrio na plateia
Poderia se levantar e gritar bem alto:
“Blasfemia!”
Como não há plateia
Só esta folha em branco
O poeta controla seu sóbrio e seu ébrio
E como aqui não farei um tratado
Ou criarei expectativas e realidades
Farei jus a poesia e sua semelhança com a verdade
Sim a poesia tem verdade
Tirando algumas exceções não é a dos filósofos é claro
A verdade é irmã gêmea da poesia
Duas deusas nobres que olimpo algum há de ostentar
Elas vagam por entre os mortais
Como a simplicidade no sorriso infantil
Uma rosa que sobrevive na beira do asfalto
Elas abrem o caminho dos ébrios ao lar
Transforma um olhar em amor
E criam o amor como se fosse seu filho
Deusas poderosíssimas que negam o poder
Quando a verdade vier a minha porta
Com a notícia terrível e inexorável da morte
Honrarei seu nome como último ato
E que meu silencio seja enfim esquecido
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Alan Figueiredo
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23:13
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sábado, 16 de dezembro de 2017
A alma do falar
Olhando bem
funda na alma
Vasculhando
o vazio e suas falas
Nasci assim
entre o sonho e a necessidade
Falo baixo
porque minha voz é muito
Voz rouca
temperada na loucura
Esconde meus
braços de pegar o mundo
E não
saber usa-lo
Sou um tronco
na cidade bolha
Apenas uma
metáfora da fala e do não saber
Ignoro um
sorriso ontem porque hoje não sei de nada
Meus pés
caminham por estradas que não conheço
E toda
tentativa de ser assim é uma desnecessidade de alma
Porque ser
é desprovido do querer ser
As musas
se foram e me deixaram com a solidão e a fala
Descobri que
os pássaros acordam com a luz branca
E os espectros
encarnado do sol nascendo
É o
despertar do dia no fogo de Hórus
Mas isso também
não importa
Quando a
fala cai no ouvido da gente
Ela tem a
força da natureza
Tal como
Marco Polo não falava trivialidades
Conversar com
os pássaros é um privilégio da loucura
Assustadoramente
encantador
Terrivelmente
belo
Beleza apreciada
por poucos e almejado no dia a dia
Estou escolhendo
meu caminhar
Porque meu
Norte é todos os pontos cardeais
E a
liberdade dos pássaros me ensina a voar
Ensina a
acordar para luz do sol
Eu que
entendo as coisas envesadas
Contorço minhas
palavras na tentativa
De dar cabo
ao sonho e sua loucura amena
De ir
vivendo este cotidiano
E predicado
alguma de falar deste sujeito ordinário
Porque o
cotidiano é filho do Cronos
Neto de
gaia com sua beleza simples
Ele é cinza
encarnado de todas as cores
É o bêbado
que se levanta na esquina
E cruza
com a senhora que volta do sacolão
São as
folhas no quintal de uma velha
E ela só
limpa a passagem
O
cotidiano é assim
Extraordinariamente
belo para quem tem olhos
Encantador
para quem tem ouvidos
Sublime para
quem vive o agora
Para quem
vive no amanhã ou no ontem
Ele é
cinza ... uma passagem para não vida
Desperdício
terrível de se estar querendo viver
e não vive
Mas falar
dele é perde-lo
Tal como
areia não mão
Quanto mais
se quer falar
Menos se
sabe
A fala
nasceu para endireita-lo
E ele é o
que é
Por isso
na alma da fala
Há o
desejo dos que ouvem de verdade
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Alan Figueiredo
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16:18
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quarta-feira, 28 de dezembro de 2016
Duas rosas no tempo
Nem Preto
nem Branco
Nem Rosa
nem Cinza
Ah! Meu deus
Se há um Deus ... meu deus!
Eles estão esquecendo
Esquecendo das rosas
Esquecendo das cinzas
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Alan Figueiredo
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23:19
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quinta-feira, 8 de dezembro de 2016
O Natal
Quando criança
Achava que era a
época que meu pai
Ficava mais feliz
E sempre me dava os
melhores brinquedos do ano
Achava que as
arvores de natal
Eram pequenos
universos inexploráveis
E dava uma vontade
de mexer em tudo
E não podia ...
então eu a comia com os olhos
Quando criança
Adorava ver o menino
Jesus
Deitando no seu
berço de palha
E ele não estava
triste como nas igrejas
Achava que os
animais do presépio
Eram os brinquedos
dele já desembalados
E quando ele chorava
Eu pega um escondido
para nina-lo
Quando criança
No natal ... ouvia
muitas vozes que não conhecia
Então, me calava
para ouvir a musica
A musica que bate em
cada peito que fala
Ouvia as histórias
dos outros
Tendo a certeza de que
eram minhas
Histórias de um
tempo que não vivi
Mas presenciei todas
pelas bocas cantantes
Hoje não tenho mas
este natal
As arvores
desbotaram no cotidiano cinza
Os brinquedos vejo nos
olhos de meus filhos
O menino Jesus ...
um símbolo de uma história minto antiga
Meu pai
Continua feliz no
natal ... que bom!
Quando vejo os olhos
de uma criança
Percebo um pequeno
reflexo da memória
Sonhando para alem
do possível
Olhando na falta o
que não podemos ver
Deste poema se resta
o obvio
É que o Natal ...
O natal ... é de
todas as crianças
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Alan Figueiredo
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21:02
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sexta-feira, 3 de junho de 2016
Narciso não quer ver
(Precisamos de uma terapia social)
Um abraço e um beijo
Nos olhos de Capitu
É no que não sabemos
Que temos todas as certezas
No silencio se tem a certeza de se estar existindo
Um vazio corpo balançando nos assertos ordinários
Passagem do discurso para a fala
Da evidencia para o fato
São sempre “in-certos” momentos do agora
Assertivos dardos das minha palavras
Lógica interna de se achar sempre
Para não titubear diante do extraordinário
Devemos crer com quem sabe
Pensar como quem age
Sonhar como que vive
E lá na esquina dobram-se o cotidiano
Pisam nas palavras de uma possível verdade
E querem que elas representem a realidade
Mas elas são tortas e nasceram assim
E não adianta querer muito delas
Porque ?!...
Porque há mais verdades no silencio
Do que todos os livros da estante
Cada pausa destes versos
Momentos de inspirações efusivos
Brotaram de um silencio
A posteriori sempre
Narciso não quer ver
Não quer cumprir o destino
Narciso quer sonhar que vive
Morrer sonhando é melhor
Porque
não se morre de espelho
No espelho não se afoga
Se acha ... fotografa
Se vive na evidencia pura do agora
Filtrada em belas ferramentas virtuais do engano
Sou aquilo que quero ser
Corrijo a realidade para amenizar as coisas
Reparar os erros e as arestas
Me encaixar perfeitamente hermético
Porque afinal a tela
não perdoa
Os olhos não perdoam
Devemos então fura-lo?
Não ... Por favor Édipo não invada meu espaço
Então ...
Todas os deuses são metáforas do que devo ser
Não ... não fale todos
Não fale sempre
Não aprendeste nada na escola da relatividade?
Me parece
Sugiro
Neste aspecto
São boas palavras para não se dizer nada
Afinal
Quem nada diz
Comunga com os erros da verdade
Quem justifica o nada
Galga os degraus dourados da história
Siga a corrente remando seu próprio barco
Mais fácil meu caro amigo
Deixe o esforço no labutar das palavras
E agora como eu costuro esse devaneio todo?
Como eu termino estes versos soltos?
Talvez não termine
E boto mais na conta do silencio
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Alan Figueiredo
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22:37
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domingo, 29 de novembro de 2015
A guerra 2
Mais uma guerra na conta
Mortes a La carte
Bombas que não escolhem terroristas
Não escolhem fronteiras
Jogadas a esmo
Na esperança falsa de matar as ideias
Lideres fracos e oprimidos por
Uma opinião publica
Distorcida do que devemos querer
Eu que sei não nada
E que não quero saber
Debruço-me sobre as palavras
Observo a história como
Aquele que não deve nada
Não prova nada
Mas vejo toda a realidade se repetindo
Erros das violências justificadas
O que nos diferencia?
Quando aceitamos bombardeios
O que nos diferencia meu caro leitor?
Nada
Alguns exaltados diriam
É guerra
E na guerra os limites humanos se embaçam
Já ouvimos este argumento antes
É sempre o justo que mede
A medida dos que sobrevivem
Que usa da borracha do esquecimento
O que nos diferencia meu caro leitor?
Nada
Continuamos presos na caverna
Planejando
O próximo alvo
The next village
O que nos diferencia meu caro leitor?
Nada
Podemos construir nossas cavernas
Construir maquinas extensoras de minhas querencias
Maquinas de satisfação pessoal
Mundos perfeitamente inexistentes
Mas o que nos diferencia meu caro leitor?
Nada
Seremos um ponto na história
Sempre uma transição para algo
Que ainda não é
Uma passar eterno do acontecer alem
Uma ignorância necessária do discurso
Não nos iludamos com os ídolos da historia
Eles passaram
São transitórios como todo o momento o é
O que nos diferencia meu caro leitor?
Nada
Podemos tomar café nas alturas
Observar profundas grutas oceânicas
Ou mesmo enviar mensagens de marte
Mas no fundo
O que nos diferencia meu caro leitor?
Somos completamente diferentes
Perfeitamente iguais
Somos os responsáveis
Por cada bomba jogada
Por cada ódio alimentado
E não me venha com esta
De conclusões de nossos tempos
Somos responsáveis
Cada inocente morto em combate
Cada criança que não aparece nos noticiários
Somos responsáveis
Quando a morte me exigir o pagamento da vida
E na ultima consciência eu me perguntar
O que deixaste pra vida meu caro amigo?
Sem pressa
Responderei a mim mesmo
Deixei meus filhos
E uma esperança de paz em seus corações
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Alan Figueiredo
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23:45
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quinta-feira, 27 de agosto de 2015
Correndo pra vida
Corre que o ônibus já vem
Corre para sentar no lugar que te serve
Corre os apressados em vencer na vida
Corre corre dia a dia
Na primazia do um
O dois é secundário por natureza
O três coitado nem se fala
Se perdeu nas quinas da realidade
E continuam correndo
Como se o correr endireitasse o tempo
Ajuste de uma engrenagem fina
Eles querem a sua vida
Apenas em horário comercial
O resto que sobra
Que corram pelas ruas e avenidas
Se escondam nos becos e nos subúrbios
Mas segunda feira
Dia útil
O relógio não perdoa
Então corra que o tempo é curto
A vida é curta
Ah! Um dia ainda hão de acordar deste pesadelo
E quando este dia chegar
E as pernas pararem de correr nas ruas e avenidas
Irão perceber
Que quem corre não caminha
Quem olha não enxerga
Quem ouve não escuta
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Alan Figueiredo
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23:25
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segunda-feira, 20 de julho de 2015
Agonia no silêncio
Quero falar mas não posso
As palavras não traduzem
Este silêncio
Quero falar mas não posso
Misturo política partidária
Com o meu cotidiano roto
Devidamente martelado
Quero falar mas não posso
Estas infinitas tardes solitárias
Que aprumam estes versos em que caio
Destilam o silêncio desta agonia
Quero falar mas não posso
Vivemos tempos obscuros e voláteis
Falar por falar não resolve nada
Nem clarifica as pedras da estrada
Quero falar mas não posso
Os verbos engasgam em minha garganta
Substantivos não delimitam as substancias
E voaram todos os meus adjetivos
...
Assim
Neta tarde em que quis falar
Chorei silenciosamente
Ciente de minha profunda solidão
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Alan Figueiredo
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18:12
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quarta-feira, 17 de dezembro de 2014
Metafísico momento
Este assombro de ter nascido do nada
Um eu filho da entropia
Fico a suspirar fundo
Sentido o presente passar
Alucinado pelo momento
Quero pega-lo para no fundo dizer:
Estou vivo!
Quero ser agora e para sempre hoje
Ser no silêncios todos os sons possíveis
Saudade momento do que há de vir
Quero o agora
Porque amanhã não existe
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Alan Figueiredo
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quinta-feira, 30 de janeiro de 2014
O Pixo
Quem assinou
O mural da fama dos anônimos?
Arte marginal
De um descontrutivismo alinhado
O rabisco?!
O traço da fama?!
Maquio lugares abandonados
Praças, esquinas esquecidas
Como um famoso decaído
Marco na pedra minha marca
Desenhando um A e um circulo
Escrevo frases para os cegos do dia
Para inauguração publica de minha arte
Meu outdoor anarquista
O tempo passa
E ninguém põe reparo nas nuanças delicadas da escrita
Eis que um velhinho sai da casa vizinha
Uma lata de tinta cinza
Pintou meu coração atrevido
Pintou toda esperança do mundo
Não posso falar a luz do dia
Mas vamos lutar
Eu com meu spray
Você com sua tinta
Amanhã pixo seu muro
Velho capitalista
O mural da fama dos anônimos?
Arte marginal
De um descontrutivismo alinhado
Filosofias que estão além
O mural da realidade há de suportar?O rabisco?!
O traço da fama?!
Sou pixador
Questiono a beleza tradicionalMaquio lugares abandonados
Praças, esquinas esquecidas
Protegido pelo véu da noite
Imponho me autografoComo um famoso decaído
Marco na pedra minha marca
Balanço a lata
E sou eu saltando pro infinitoDesenhando um A e um circulo
Escrevo frases para os cegos do dia
Ah! O dia veio
Sai de casa apressadoPara inauguração publica de minha arte
Meu outdoor anarquista
Sento em meu camarote
Peço uma água no bar da esquinaO tempo passa
E ninguém põe reparo nas nuanças delicadas da escrita
Eis que um velhinho sai da casa vizinha
Uma lata de tinta cinza
Pintou meu coração atrevido
Pintou toda esperança do mundo
Não posso falar a luz do dia
Mas vamos lutar
Eu com meu spray
Você com sua tinta
Amanhã pixo seu muro
Velho capitalista
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Alan Figueiredo
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quarta-feira, 14 de agosto de 2013
Uma loja no shopping
As verdades descolam das paredes
E caíram
em meu colo
Enquanto olhava as pessoas
Em suas vidas diárias
As roupas
Todas querem olhar a vitrine
Todas querem ser
Vestidos de manequins
Boa tarde senhora
Fique a vontade
É tudo seu
Basta comprar
Eu quero um short
Uma blusa quem sabe?!
Entra senhora
Temos varias cores disponíveis
Não sei?!
Bota a mão no cabide
Experimenta
Desfila flutuando
Sua bolsa é nova
Toda vendedora põe reparo
Tubaroas da venda
E do varejo
Boa tarde
Um sorriso maquinal
Boa tarde
Posso ajudar o senhora?!
Sempre se pode ajudar
É tudo tão lindo
Mas este não caiu bem
Sinceridade carnívora
Experimenta este
Ah! este sim!
Mentira socialmente aceita
O sol lá fora queima
Aqui você está a salvo
É tudo sempre o mesmo
Um sorriso
É minha vez não vendeu
Perdeu
Roda a roleta do varejo
Esta eu passo
Mal vestida
Vou lá no estoque
Já volto querida
Eta má sorte
Quero ela de volta
De volta minha linda?!
O que a senhora deseja?
Nunca fui de fato
Vamos juntas
Tal como princesas sem reinos
Folhear felicidades de panos coloridos
Quanto é este?
O justo preço minha querida
Quanto vale sua vida?
E sua cresça nesta aparência abatida?
Tudo isso
Já basta minha senhora
Volte sempre
Estaremos aqui
No templo da futilidade
Prontas para encurtar o seu sonho
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Alan Figueiredo
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22:43
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terça-feira, 23 de abril de 2013
O funcionário
De segunda
a sesta
Funcionário do banco
Terno gravata e pessoas
O capital circula na seriedade do ato
Mesmo horário
Rotina inabalável
Crimes curtidos a álcool
Não olha nos olhos da loucura
Marculino é só para os bêbados
O grande orador de profundidade intocável
Ah! Sesta a noite
Começa outra rotina
Moladar a vida em algumas noites
Cerveja bar e amigos
Amigos de copo
Amigos da vida
Instantes infinitos
Nesta temporalidade emotiva
Outro Marcos
Outra vida
Segunda o estomago ruge de novo
E a selva cinza nos consome
Funcionário do banco
Terno gravata e pessoas
O capital circula na seriedade do ato
Sai de
casa
Cabeça
baixaMesmo horário
Rotina inabalável
Um
transeunte lhe cumprimenta
Com uma
certa cumplicidadeCrimes curtidos a álcool
Não olha nos olhos da loucura
No horário do expediente
A retidão é seu sobrenomeMarculino é só para os bêbados
O grande orador de profundidade intocável
Ah! Sesta a noite
Começa outra rotina
Moladar a vida em algumas noites
Cerveja bar e amigos
Amigos de copo
Amigos da vida
Instantes infinitos
Nesta temporalidade emotiva
Outro Marcos
Outra vida
Segunda o estomago ruge de novo
E a selva cinza nos consome
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Alan Figueiredo
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terça-feira, 22 de janeiro de 2013
A voz e a flor
Poema dedicado a minha querida amiga
Priscila Kroupa
Ela é forte
a força primitiva da natureza
rocha inundada de sentimento
força de uma voz decidida
e a vastidão objetiva
nos engole
o desencontro bate na
portamas não entra nem entrará
porque ela acredita na vida
cultiva flores neste
mundo de metal
sim ...o mundo está florido
e sempre estará meus amigos
quando a porta se fecha
é hora de visitar a
memóriaredescobrir o já conhecido
cultivar o amor esquecido
parado no tempo
aquele que transbordou
do copoe ficou lá esperando
querendo sair qual quer hora
É tudo tão simples
que as vezes assustafica naquele tempo etéreo
de se enxergar tudo
e um nada saber de
manhã
mas sabemos cá dentro
é isso que importa
não tem água para essa rocha
ela tem água na liga dos grãos
o eterno fica miúdo
diante da justeza de
sua voze das flores que cultiva
como aquele coração de amor profundo
pequenas letras de amor
tão simplesque poeta algum há de alcançar
são flores nesta cidade cinza
e no fim minha amiga
perdoa estes olhosesta vontade de exprimir o inexprimível
essa loucura demasiadamente sóbria
você sabe o caminho
força, paz e bemminha querida amiga
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Alan Figueiredo
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domingo, 6 de janeiro de 2013
Ideias
Quero fazer um poema
Com a mais alta temática
A mais humana dentre todos
a mais filosófica das verdades
humanos mundos de mim mesmo
Quem dá fé as irrealidades
pregando na vida essa desumanidade?
somos este aninhamento de palavras
de símbolos teimosos
ironia de nosso tempo caro leitor
pavor e medo no limite de nossas portas
suas ideias não podem voar
devem estar presa neste cotidiano roto
toda a vida pulsando na mata
nas origens de nossas vontades
E nada acontece
nem um pouco de grama invade o asfalto
continuamos a emborrachar a terra
o medo é a flecha da desgraça
o resto são crenças e palavras
duvide da verdade do mais alto cientista
buscar sua verdade
tolice é aceitação máxima dos graus da academia
somos todos nós de uma mesma corda
nesta alienação voluntaria
um sentir sem palavras
porque as ideias
não morrem jamais
Com a mais alta temática
A mais humana dentre todos
a mais filosófica das verdades
Quero fazer um poema e
não ser mais um
Mais um numero dentre
tantos no mundohumanos mundos de mim mesmo
As ideias mudam o
Mundo!
todos sabem do velho
ditado
Mas quem assiste de
camarote?Quem dá fé as irrealidades
pregando na vida essa desumanidade?
Não há respostas unas
meu caro leitorsomos este aninhamento de palavras
de símbolos teimosos
significantes avariados
demasiadas distancias
incomunicáveisironia de nosso tempo caro leitor
pavor e medo no limite de nossas portas
tranquem-se
construam prisões para
seus corpossuas ideias não podem voar
devem estar presa neste cotidiano roto
Olhem pela janela de
sua sala de estar
lá está todas as
possibilidadestoda a vida pulsando na mata
nas origens de nossas vontades
E nada acontece
nem um pouco de grama invade o asfalto
continuamos a emborrachar a terra
o medo é a flecha da desgraça
não há história da
humanidade
só você caro leitoro resto são crenças e palavras
duvide da verdade do mais alto cientista
não há tolices em
duvidar
temer pelo erro
buscar sua verdade
tolice é aceitação máxima dos graus da academia
somos todos nós de uma mesma corda
O nó que segura esta
irrealidade
que nos faz balbuciar
qualquer coisanesta alienação voluntaria
um sentir sem palavras
caro leitor vos
agradeço
a paciência e o
julgamentoporque as ideias
não morrem jamais
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Alan Figueiredo
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sábado, 26 de março de 2011
Meu casaco
Um dia quando era criança
minha vó me disse:
vou lhe fazer um casaco
eu cresci e o casaco crescia comigo
eu que esperava ansioso
não podia entende-la de todo
passaram anos
e ela veio me tirar as medidas
e perguntei?
Vó ainda não fez meu casaco
calma meu neto vou fazer um casaco
que você não perca quando crescer
passei alguns anos no frio
e chegou o dia tão esperado
ela segurando a peça
e meus olhos brilhando
sim um casaco
simples
tinha tudo que um casaco deve ter
mas esse era diferente
loja alguma venderia um casaco igual
este casaco é meu
minha vó é quem fez
tem amor nos pontos do crochê
minha vó me disse:
vou lhe fazer um casaco
eu cresci e o casaco crescia comigo
eu que esperava ansioso
não podia entende-la de todo
passaram anos
e ela veio me tirar as medidas
e perguntei?
Vó ainda não fez meu casaco
calma meu neto vou fazer um casaco
que você não perca quando crescer
passei alguns anos no frio
e chegou o dia tão esperado
ela segurando a peça
e meus olhos brilhando
sim um casaco
simples
tinha tudo que um casaco deve ter
mas esse era diferente
loja alguma venderia um casaco igual
este casaco é meu
minha vó é quem fez
tem amor nos pontos do crochê
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segunda-feira, 30 de agosto de 2010
Quando tudo começou 3
E da musica fez-se a poesia
assinatura do poeta
ente que anda grilo que canta
esperança zinindo cá dentro
A esperança quando juntou-se a lama
e criou os seres viventes
deixou sua marca profunda
que no silencio fez-se a musica
a musica da cabeça do ser humano
somos um ritmo que nos marca
um passo que passa
um som que nos embala
a batida no peito
sorrisos reguladores de frequência
e deste caos e barulho ei que surge uma criança
que une todos os viventes terrestre
Um menino meio arvore e peixe
meio isolado e dono de todas as falas
responsável pela união das coisas
eis que amor brotou da terra
Sesta e Arão
Arão e Sesta
descobriram no colo desta criança
um presente de suas mães
uma flauta que une os sons
o voo da borboleta
com grito constante da esperança
a flauta tinha duas metades
Arão e Sesta pegaram as metades
e dividiram um para cada
formando os sexos que se encaixam
e o amor reinaria na mundo
entre o ar e a terra
paira uma distancia
que separa as partes da flauta
que jamais toca sozinha
o espevitado amor sai em disparada
pega mão de um e o leva até o outro
sorrisos inocentes povoam sua face
enigmatística de amar as vezes sozinho
mais amar
A cada ente na terra
descendente de Sesta e Arão
exite a mão pequena do amor
Puxando as metades da flauta
A busca de Sesta
A busca de Arão
duas metades que se encaixam
formando o uno e a perfeição
E do caos fez-se a luz
mas antes não era escuridão
E da esperança fez-se o escuro
como os zinidos na cabeça dos ser humanos
E assim surgiu todas as coisas
assinatura do poeta
ente que anda grilo que canta
esperança zinindo cá dentro
A esperança quando juntou-se a lama
e criou os seres viventes
deixou sua marca profunda
que no silencio fez-se a musica
a musica da cabeça do ser humano
somos um ritmo que nos marca
um passo que passa
um som que nos embala
a batida no peito
sorrisos reguladores de frequência
e deste caos e barulho ei que surge uma criança
que une todos os viventes terrestre
Um menino meio arvore e peixe
meio isolado e dono de todas as falas
responsável pela união das coisas
eis que amor brotou da terra
Sesta e Arão
Arão e Sesta
descobriram no colo desta criança
um presente de suas mães
uma flauta que une os sons
o voo da borboleta
com grito constante da esperança
a flauta tinha duas metades
Arão e Sesta pegaram as metades
e dividiram um para cada
formando os sexos que se encaixam
e o amor reinaria na mundo
entre o ar e a terra
paira uma distancia
que separa as partes da flauta
que jamais toca sozinha
o espevitado amor sai em disparada
pega mão de um e o leva até o outro
sorrisos inocentes povoam sua face
enigmatística de amar as vezes sozinho
mais amar
A cada ente na terra
descendente de Sesta e Arão
exite a mão pequena do amor
Puxando as metades da flauta
A busca de Sesta
A busca de Arão
duas metades que se encaixam
formando o uno e a perfeição
E do caos fez-se a luz
mas antes não era escuridão
E da esperança fez-se o escuro
como os zinidos na cabeça dos ser humanos
E assim surgiu todas as coisas
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Alan Figueiredo
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16:25
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Quando tudo começou 2
Quando a borboleta
filha do Caos com a Deusa mãe
nasceu
a lua mudou de forma
as águas quebram nas pedras
das pedras fez-se areia
das águas fez-se mar
na terra formou-se barro
e a esperança a grilar
nasceu a deusa do acaso
a borboleta nasceu no ar
regendo coisas de dentro
que de fora movia-se
a esperança nasceu do nada
ao nada voltou
um ser único
que brada seus grilos constantes
pouco a pouco
o ruido fundo da esperança
atraia a enorme borboleta amarela
junto a terra borrosa dos pântanos
duas forças se uniram
alunas futuras de lebos
amaram-se profundamente
como a mistura no barro
e desta união
surgiu Aratão único filho
Nascido do barro e sem costelas
primeiro humano a pisar na terra
Sobre Aratão
Enquanto nascia destas forças
a deusa do acaso amarela
penetrou tão profundo na terra
que hoje ela nasce sem asa
um ato de amor materno
transfigurou suas asas
nas costelas de seu filho
e no ultimo sopro de vida
arrastou-se fora do pântano
E deste ato puro surgiu Sesta
Irmã do peito de Aratão
que amaram-se
criando todos os viventes
Hoje que o tempo é passado
e a história é escrita
toda vez que um que ser que se arrasta
pousa em um galho de arvore
refazendo sua costelas de asas
um humano deve voltar ao barro
quando a Deusa sai de seu ninho
gota a gota ela seca a água do barro
e rege todos os movimentos do mundo
Sobre Sesta
No início eram dois
que a terra unia em seu amago
com a união de duas Deusas
do androgeneo fez o sexo
O grilo da esperança
afundou no barro
dividiu-se em duas parte iguais
e cantou dentro de Aratão e Sesta
e o barro levantou-se
A deusa do acaso criou casulo e costela
para ambas as partes
e O Grilo e A esperança
se dividiram em iguais que se encaixam
A esperança formou Sesta
O grilo formou Aratão
pedaços de uma mesma parte
de duas Deusas iguais
Sobre a morte da esperança
Uma esperança nunca morre
não como conchemos a morte
deste lado barrento da morte
Quando canta a cigarra
ou o grilo no mato
um ser nasce
A esperança é mãe, filha, filho e pai
de todos os viventes
e todos feitos de barro
como os humanos
Se um dia morrer a esperança
o barro não mais levantará
e da musica fez-se o silencio
como da fala fez-se o nada
filha do Caos com a Deusa mãe
nasceu
a lua mudou de forma
as águas quebram nas pedras
das pedras fez-se areia
das águas fez-se mar
na terra formou-se barro
e a esperança a grilar
nasceu a deusa do acaso
a borboleta nasceu no ar
regendo coisas de dentro
que de fora movia-se
a esperança nasceu do nada
ao nada voltou
um ser único
que brada seus grilos constantes
pouco a pouco
o ruido fundo da esperança
atraia a enorme borboleta amarela
junto a terra borrosa dos pântanos
duas forças se uniram
alunas futuras de lebos
amaram-se profundamente
como a mistura no barro
e desta união
surgiu Aratão único filho
Nascido do barro e sem costelas
primeiro humano a pisar na terra
Sobre Aratão
Enquanto nascia destas forças
a deusa do acaso amarela
penetrou tão profundo na terra
que hoje ela nasce sem asa
um ato de amor materno
transfigurou suas asas
nas costelas de seu filho
e no ultimo sopro de vida
arrastou-se fora do pântano
E deste ato puro surgiu Sesta
Irmã do peito de Aratão
que amaram-se
criando todos os viventes
Hoje que o tempo é passado
e a história é escrita
toda vez que um que ser que se arrasta
pousa em um galho de arvore
refazendo sua costelas de asas
um humano deve voltar ao barro
quando a Deusa sai de seu ninho
gota a gota ela seca a água do barro
e rege todos os movimentos do mundo
Sobre Sesta
No início eram dois
que a terra unia em seu amago
com a união de duas Deusas
do androgeneo fez o sexo
O grilo da esperança
afundou no barro
dividiu-se em duas parte iguais
e cantou dentro de Aratão e Sesta
e o barro levantou-se
A deusa do acaso criou casulo e costela
para ambas as partes
e O Grilo e A esperança
se dividiram em iguais que se encaixam
A esperança formou Sesta
O grilo formou Aratão
pedaços de uma mesma parte
de duas Deusas iguais
Sobre a morte da esperança
Uma esperança nunca morre
não como conchemos a morte
deste lado barrento da morte
Quando canta a cigarra
ou o grilo no mato
um ser nasce
A esperança é mãe, filha, filho e pai
de todos os viventes
e todos feitos de barro
como os humanos
Se um dia morrer a esperança
o barro não mais levantará
e da musica fez-se o silencio
como da fala fez-se o nada
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