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terça-feira, 8 de setembro de 2020
Condenados a liberdade
A nossa liberdade está em condicional nas letras
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Alan Figueiredo
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domingo, 29 de novembro de 2015
A guerra 2
Mais uma guerra na conta
Mortes a La carte
Bombas que não escolhem terroristas
Não escolhem fronteiras
Jogadas a esmo
Na esperança falsa de matar as ideias
Lideres fracos e oprimidos por
Uma opinião publica
Distorcida do que devemos querer
Eu que sei não nada
E que não quero saber
Debruço-me sobre as palavras
Observo a história como
Aquele que não deve nada
Não prova nada
Mas vejo toda a realidade se repetindo
Erros das violências justificadas
O que nos diferencia?
Quando aceitamos bombardeios
O que nos diferencia meu caro leitor?
Nada
Alguns exaltados diriam
É guerra
E na guerra os limites humanos se embaçam
Já ouvimos este argumento antes
É sempre o justo que mede
A medida dos que sobrevivem
Que usa da borracha do esquecimento
O que nos diferencia meu caro leitor?
Nada
Continuamos presos na caverna
Planejando
O próximo alvo
The next village
O que nos diferencia meu caro leitor?
Nada
Podemos construir nossas cavernas
Construir maquinas extensoras de minhas querencias
Maquinas de satisfação pessoal
Mundos perfeitamente inexistentes
Mas o que nos diferencia meu caro leitor?
Nada
Seremos um ponto na história
Sempre uma transição para algo
Que ainda não é
Uma passar eterno do acontecer alem
Uma ignorância necessária do discurso
Não nos iludamos com os ídolos da historia
Eles passaram
São transitórios como todo o momento o é
O que nos diferencia meu caro leitor?
Nada
Podemos tomar café nas alturas
Observar profundas grutas oceânicas
Ou mesmo enviar mensagens de marte
Mas no fundo
O que nos diferencia meu caro leitor?
Somos completamente diferentes
Perfeitamente iguais
Somos os responsáveis
Por cada bomba jogada
Por cada ódio alimentado
E não me venha com esta
De conclusões de nossos tempos
Somos responsáveis
Cada inocente morto em combate
Cada criança que não aparece nos noticiários
Somos responsáveis
Quando a morte me exigir o pagamento da vida
E na ultima consciência eu me perguntar
O que deixaste pra vida meu caro amigo?
Sem pressa
Responderei a mim mesmo
Deixei meus filhos
E uma esperança de paz em seus corações
Postado por
Alan Figueiredo
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23:45
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segunda-feira, 3 de agosto de 2015
Errante no exílio
Todas as vezes que achei a verdade
A minha verdade que seja
Errei tão profundamente
Que o constrangimento me veio a face
Todas as vezes que fui confiante
Que não pensava no próximo passo
Errei em não duvidar do caminho
E as pedras ralaram meu joelho cansado
Todas as vezes
Que pus palavras no pensamento
Elas me ignoravam
Me escapavam pela porta da frente de casa
Velhas amigas confidentes
De minha solidão
Velhas companheiras
De minha ignorância para com o tudo
E eu ainda tento compreende-las
Ah! Como são profundos os abismos desta vida
Como são surpreendentemente novas todas as palavras
Mesmíssimas novidades diárias
É bom estar enganado de si mesmo
Erro necessário do porvir
Amanhã quando sol nascer no horizonte
Estarei certo que estou sempre a errar por ai
Errante solitário no exílio
Postado por
Alan Figueiredo
às
15:58
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sexta-feira, 29 de março de 2013
O jacaré
Tinha um jacaré por entre os prédios
Gritos nesta manhã morna
Tem um jacaré ali
olha!
Ele parado imóvel
Alheio ao espanto praiano
Um jacaré
Com toda sua arrogância de dentes rastejantes
Nesta manhã insólita
Um jacaré por entre os prédios
Alguns conversam amenidades
Com os olhos no jacaré é claro
Um jacaré por entre os prédios
Majestoso jacaré do esgoto
Meninos engaiolados
Atiram pedras no pobre coitado
E vi que sua imobilidade não era arrogancia
A arrogância era minha em não perceber antes
A água está densa
Reclamando ao pó o sopro da vida
Corri os olhos no rio
E lá estava a verdadeira pedra
Rolando rio a baixo
Estrume acumulado de dias sem chuva
O resto é na descarga meu filho
Doença não quero em casa
Perguntou o menino perguntão
Não meu filho você é limpinho
O problema são os outros
as moscas
bactérias e vírus que não vemos
Como pode ser violenta esta imagem?
Quem há de me condenar?
Que veio mostrar o sangue em minhas mãos
Não adianta lavar que não sai
Amanhã quem sabe
Eu morra num hospital branquinho
Dogrado, limpo e com o lençol trocado
E tolhido de minhas utimas palavras
Ao pó retornaremos
Do jacaré ao menino
Uns vão mais cegos que outros
Cegos para vida
Mortos vivos
que não viveram
E volta o menino perguntão
Mãe o jacaré me disse
Não tem jeito
O que o jacaré te disse meu filho?
Que a água tá suja e não adianta lavar não
Gritos nesta manhã morna
Tem um jacaré ali
olha!
Ele parado imóvel
Alheio ao espanto praiano
Um jacaré
Com toda sua arrogância de dentes rastejantes
A mãe cata o menino na rua
Como se o mundo fosse acabarNesta manhã insólita
Um jacaré por entre os prédios
Agora montou-se o palco da desordem
Um grupo chama os bombeirosAlguns conversam amenidades
Com os olhos no jacaré é claro
Ele continua lá
Imóvel neste rio que corta os prédiosUm jacaré por entre os prédios
Majestoso jacaré do esgoto
Num dos prédios
Maravilhoso zoológico sem regrasMeninos engaiolados
Atiram pedras no pobre coitado
Perdi o medo de todo
Olhei nos olhos majestososE vi que sua imobilidade não era arrogancia
A arrogância era minha em não perceber antes
Ele estava morrendo
A quatro dias não choveA água está densa
Reclamando ao pó o sopro da vida
Chorei neste palco da desordem
As pedras são a ponta desta violênciaCorri os olhos no rio
E lá estava a verdadeira pedra
Rolando rio a baixo
Estrume acumulado de dias sem chuva
O cheiro de lavanda fica em casa
É claroO resto é na descarga meu filho
Doença não quero em casa
Disse a boa mãe limpa e asseada
Somos então sujos por dentro?Perguntou o menino perguntão
Não meu filho você é limpinho
O problema são os outros
as moscas
bactérias e vírus que não vemos
Lave bem a mão viu
O almoço tá na mesaComo pode ser violenta esta imagem?
Quem há de me condenar?
Cresci e percebi o absurdo da limpeza extrema
Hoje choro por um jacaréQue veio mostrar o sangue em minhas mãos
Não adianta lavar que não sai
Amanhã quem sabe
Eu morra num hospital branquinho
Dogrado, limpo e com o lençol trocado
E tolhido de minhas utimas palavras
Ao pó retornaremos
Do jacaré ao menino
Uns vão mais cegos que outros
Cegos para vida
Mortos vivos
que não viveram
E volta o menino perguntão
Mãe o jacaré me disse
Não tem jeito
O que o jacaré te disse meu filho?
Que a água tá suja e não adianta lavar não
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Alan Figueiredo
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quarta-feira, 20 de março de 2013
Depresão
Se fosse outro
Outro que nem Pessoa tivesse sonhado
Talvez fosse feliz
Bem
Eu sou feliz
Mas as vezes caio pelas tabelas
E me perco em lagrimas
Nada poeticas
Outro que nem Pessoa tivesse sonhado
Talvez fosse feliz
Bem
Eu sou feliz
Mas as vezes caio pelas tabelas
E me perco em lagrimas
Nada poeticas
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Alan Figueiredo
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terça-feira, 25 de outubro de 2011
Foi um mal entendido
Sim palavras e suas forças
Fui traido por minhas proprias palavras
Meu proprio sangue
Traido pela visão
Pela força daquillo
Que não se vê
Perdão a tudo
E a todos
errei tentando acertar
Acertos de contas
Que nunca
Eu sei
Não há cura pra curar
Apenas uma cicatriz profunda
Não há contas a pagar
O erro gera o mal entendido
Mal sabia que errava
E errava por principio
Nas escolhas das palavras
Alguns dizem que nunca é tarde
O perdão é sempre uma possibilidade
De recomeço de um esclarecimento profundo
O erro é o inicio do acerto
É o acidental descolando da verdade
Escrevo esta carta em forma de poema
Porque não sei escrever cartas
Peço perdão a ti e a todos
E não posso esquecer de pedir perdão
A todos que se foram e hoje corre em minhas veias
Perdão
Fui traido por minhas proprias palavras
Meu proprio sangue
Traido pela visão
Pela força daquillo
Que não se vê
Perdão a tudo
E a todos
errei tentando acertar
Acertos de contas
Que nunca
Eu sei
Não há cura pra curar
Apenas uma cicatriz profunda
Não há contas a pagar
O erro gera o mal entendido
Mal sabia que errava
E errava por principio
Nas escolhas das palavras
Alguns dizem que nunca é tarde
O perdão é sempre uma possibilidade
De recomeço de um esclarecimento profundo
O erro é o inicio do acerto
É o acidental descolando da verdade
Escrevo esta carta em forma de poema
Porque não sei escrever cartas
Peço perdão a ti e a todos
E não posso esquecer de pedir perdão
A todos que se foram e hoje corre em minhas veias
Perdão
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Alan Figueiredo
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segunda-feira, 30 de agosto de 2010
Os meus erros
Eu erro em português
erro em todos os cantos
o erro faz parte da escrita
da parte humana que somos
não me preocupo
errei eu sei
concerto os que vejo
no mais que assim seja
erro em todos os cantos
o erro faz parte da escrita
da parte humana que somos
não me preocupo
errei eu sei
concerto os que vejo
no mais que assim seja
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Alan Figueiredo
às
16:30
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