terça-feira, 8 de setembro de 2020
Condenados a liberdade
A nossa liberdade está em condicional nas letras
segunda-feira, 31 de agosto de 2020
Oração ao amor virtual
Ah! Revoluções midiáticas
Me tire das normas da normalidade
Que eu possa ver os maestros de sonhos alheios
Regendo músicas sem saber tocá-las
Revolução midiáticas
Orai por aqueles likes
Que sejamos seguidos ... Engajados
Com a justa medida de nossas palavras
Que meu corpo seja julgado
Que minhas fotos sejam objetos de olhares intrigados
Que meus stores sejam vistos
E meus gifs desejados
Rogai por todos os seguidores
Que eu não perca a fidelidade numérica
De meus irmãos que não sei o nome
Que eu continue amando assim indiferente
Fingindo costume de felicidade
Que minha criatividade não definhe
E meus movimentos sejam copiados
Imitações criativas de agir no mundo
E por ultimo e não menos importante
Rogai por todos os haters eles não me entendem
Por minhas horas mortas de solidão e angustia
E que meu vazio continue criativo ... Amém
sexta-feira, 7 de agosto de 2020
Da verdade
Não é bem tarefa do poeta
Dizer a verdade
Ao contrario
Ele inventa espelhos de si
Para enxergar outra verdade
Um paradoxo tão encantador
Que ele não resiste em ser o mentiroso
Com bons propósitos
Um sóbrio na plateia
Poderia se levantar e gritar bem alto:
“Blasfemia!”
Como não há plateia
Só esta folha em branco
O poeta controla seu sóbrio e seu ébrio
E como aqui não farei um tratado
Ou criarei expectativas e realidades
Farei jus a poesia e sua semelhança com a verdade
Sim a poesia tem verdade
Tirando algumas exceções não é a dos filósofos é claro
A verdade é irmã gêmea da poesia
Duas deusas nobres que olimpo algum há de ostentar
Elas vagam por entre os mortais
Como a simplicidade no sorriso infantil
Uma rosa que sobrevive na beira do asfalto
Elas abrem o caminho dos ébrios ao lar
Transforma um olhar em amor
E criam o amor como se fosse seu filho
Deusas poderosíssimas que negam o poder
Quando a verdade vier a minha porta
Com a notícia terrível e inexorável da morte
Honrarei seu nome como último ato
terça-feira, 14 de julho de 2020
A borboleta e o trânsito
quarta-feira, 24 de junho de 2020
Amor virtual
quarta-feira, 4 de dezembro de 2019
O amor fala
terça-feira, 20 de março de 2018
A fala do passado
sábado, 16 de dezembro de 2017
A alma do falar
terça-feira, 12 de setembro de 2017
Apenas um feriado
terça-feira, 15 de agosto de 2017
Poesia do Cotidiano
sexta-feira, 31 de março de 2017
A morte do Zé ninguém
quinta-feira, 23 de março de 2017
Sentido da vida
quinta-feira, 1 de setembro de 2016
Fui poeta ontem
quarta-feira, 14 de outubro de 2015
O silêncio que precede o caos
quinta-feira, 28 de maio de 2015
Aparência
terça-feira, 20 de janeiro de 2015
A filosofia do silêncio imposto
sábado, 6 de dezembro de 2014
Política do martelo
quinta-feira, 30 de janeiro de 2014
O Pixo
O mural da fama dos anônimos?
Arte marginal
De um descontrutivismo alinhado
O rabisco?!
O traço da fama?!
Maquio lugares abandonados
Praças, esquinas esquecidas
Como um famoso decaído
Marco na pedra minha marca
Desenhando um A e um circulo
Escrevo frases para os cegos do dia
Para inauguração publica de minha arte
Meu outdoor anarquista
O tempo passa
E ninguém põe reparo nas nuanças delicadas da escrita
Eis que um velhinho sai da casa vizinha
Uma lata de tinta cinza
Pintou meu coração atrevido
Pintou toda esperança do mundo
Não posso falar a luz do dia
Mas vamos lutar
Eu com meu spray
Você com sua tinta
Amanhã pixo seu muro
Velho capitalista
segunda-feira, 16 de dezembro de 2013
Carta do Ultimo Metafísico
Ou melhor do desejar
A alma flutua no belo instante do desejo
Não na consumação da realidade
Nossa alma é moribunda de nascença
Não há Deus nem nada
Só este profundo vazio
Recheado de discursos vãos
O cético venceu meu camarada
Somos números
Somos nada
Um pequeno ponto na História do mundo
Que no fim
Acabará em silêncio
No profundo silêncio da morte
E boa viagem
quarta-feira, 6 de novembro de 2013
Tecnodepressivo
Cada ponto na exata cor da figura
Vida de silício solitária
Com uma necessidade de acontecer
Alem
Na tela
Uma imagem
Carrega uma imagem que não é minha
Um eu que não existo
Tropeço nas palavras
E no filete da vida
O grande mural vai passando
Na mesmice programada
Comentários de uma vida que não vivo
Uma depressão rasa
O sol vai passando
E minha vida vai escorrendo nas pontas dos dedos