Mais um linchamento torpe
A justiça feita na fonte do poder
Uns gritam barbárie
Outros dizem que é a nova era chegando
O novo fim
Quem há de ter razão
Neste mundo dos absurdos?!
A grande imprensa está com os olhos vendados
Novas forças testam seu poder
Um retrato falado
Um corpo estendido na rua
A fofoca que aumenta mas não mente
Não querem mentir
Povo culpado
Sonha além dos limites
Projeta sua realidade
Num misto de oráculo e medo
Quem decide a morte em prol da vida?
E o que o destino nos reserva?
sexta-feira, 9 de maio de 2014
O linchamento
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Alan Figueiredo
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domingo, 6 de abril de 2014
Tecnocurioso
Dedos que movem o mundo
Movem a tela para uma outra
Não tela
O que buscamos neste toque que não toca?
Lados que não definem nada
Moedas que voam como bits desalmados
De ter nos dedos a estúpida vontade imediata
O agora como servo sereno e compassível
Mordeu o dedo do idiota curioso
Movem a tela para uma outra
Não tela
O que buscamos neste toque que não toca?
Se arrasta
Esta linha que não separaLados que não definem nada
Moedas que voam como bits desalmados
É o PODER!
O poder de ser senhor da própria morteDe ter nos dedos a estúpida vontade imediata
O agora como servo sereno e compassível
E no fim
A cobra que seduziu EvaMordeu o dedo do idiota curioso
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Alan Figueiredo
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terça-feira, 11 de março de 2014
A obra
Tijolo
Cimento
Argamassa
Um dentre centenas de quartos
Um tijolo dentre os milhares
Criam espaços futuros
E esta rede há de me segurar
Na política do esquecimento
Cimento
Argamassa
O pedreiro levanta um muro
O lado de dentro de um quarto qualquerUm dentre centenas de quartos
Um tijolo dentre os milhares
Milhares pedreiros da obra
Mãos de cimento e suorCriam espaços futuros
Crianças mimadas hão de rabiscar esta parede
Quadros irão enfeita-laE esta rede há de me segurar
Estou apoiado em mãos anônimas
Anonimato impostoNa política do esquecimento
Faz do obvio poesia
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Alan Figueiredo
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quinta-feira, 30 de janeiro de 2014
O Pixo
Quem assinou
O mural da fama dos anônimos?
Arte marginal
De um descontrutivismo alinhado
O rabisco?!
O traço da fama?!
Maquio lugares abandonados
Praças, esquinas esquecidas
Como um famoso decaído
Marco na pedra minha marca
Desenhando um A e um circulo
Escrevo frases para os cegos do dia
Para inauguração publica de minha arte
Meu outdoor anarquista
O tempo passa
E ninguém põe reparo nas nuanças delicadas da escrita
Eis que um velhinho sai da casa vizinha
Uma lata de tinta cinza
Pintou meu coração atrevido
Pintou toda esperança do mundo
Não posso falar a luz do dia
Mas vamos lutar
Eu com meu spray
Você com sua tinta
Amanhã pixo seu muro
Velho capitalista
O mural da fama dos anônimos?
Arte marginal
De um descontrutivismo alinhado
Filosofias que estão além
O mural da realidade há de suportar?O rabisco?!
O traço da fama?!
Sou pixador
Questiono a beleza tradicionalMaquio lugares abandonados
Praças, esquinas esquecidas
Protegido pelo véu da noite
Imponho me autografoComo um famoso decaído
Marco na pedra minha marca
Balanço a lata
E sou eu saltando pro infinitoDesenhando um A e um circulo
Escrevo frases para os cegos do dia
Ah! O dia veio
Sai de casa apressadoPara inauguração publica de minha arte
Meu outdoor anarquista
Sento em meu camarote
Peço uma água no bar da esquinaO tempo passa
E ninguém põe reparo nas nuanças delicadas da escrita
Eis que um velhinho sai da casa vizinha
Uma lata de tinta cinza
Pintou meu coração atrevido
Pintou toda esperança do mundo
Não posso falar a luz do dia
Mas vamos lutar
Eu com meu spray
Você com sua tinta
Amanhã pixo seu muro
Velho capitalista
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segunda-feira, 16 de dezembro de 2013
Carta do Ultimo Metafísico
A alma é um instante do querer
Ou melhor do desejar
A alma flutua no belo instante do desejo
Não na consumação da realidade
Nossa alma é moribunda de nascença
Não há Deus nem nada
Só este profundo vazio
Recheado de discursos vãos
O cético venceu meu camarada
Somos números
Somos nada
Um pequeno ponto na História do mundo
Que no fim
Acabará em silêncio
No profundo silêncio da morte
E boa viagem
Ou melhor do desejar
A alma flutua no belo instante do desejo
Não na consumação da realidade
Nossa alma é moribunda de nascença
Não há Deus nem nada
Só este profundo vazio
Recheado de discursos vãos
O cético venceu meu camarada
Somos números
Somos nada
Um pequeno ponto na História do mundo
Que no fim
Acabará em silêncio
No profundo silêncio da morte
E boa viagem
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quarta-feira, 6 de novembro de 2013
Tecnodepressivo
Tudo funcionando
Cada ponto na exata cor da figura
Vida de silício solitária
Com uma necessidade de acontecer
Alem
Na tela
Uma imagem
Carrega uma imagem que não é minha
Um eu que não existo
Tropeço nas palavras
E no filete da vida
O grande mural vai passando
Na mesmice programada
Comentários de uma vida que não vivo
Uma depressão rasa
O sol vai passando
E minha vida vai escorrendo nas pontas dos dedos
Cada ponto na exata cor da figura
Vida de silício solitária
Com uma necessidade de acontecer
Alem
Na tela
Uma imagem
Um não lugar
Que carrega minha existênciaCarrega uma imagem que não é minha
Um eu que não existo
É sempre um quando
Uma necessidade momento do risoTropeço nas palavras
E no filete da vida
O grande mural vai passando
Na mesmice programada
Comentários de uma vida que não vivo
Uma depressão rasa
Ligeira tristeza
O suficiente para levantar da camaO sol vai passando
E minha vida vai escorrendo nas pontas dos dedos
Viva La vida
E o tecnodepressivo
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sábado, 26 de outubro de 2013
A Tragédia
A tragédia é nó na costura da vida
Um nó tão bem dado
Que as bordadeiras do destino
Cortam a linha
E guardam este pequeno emaranhado
Um nó tão bem dado
Que as bordadeiras do destino
Cortam a linha
E guardam este pequeno emaranhado
É como o troféu roto da vida
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segunda-feira, 14 de outubro de 2013
O silencio audível
Mãos que falam
Gestos que abrem mundo
Caiu toda rotina desta manhã morna
Dois casais surdos gesticulam liberdades
Ah! Quanto entendimento
No balé dos olhos
Só eles enxergam de fato
Uma necessidade de ver
De ter na vista sua sobrevivência
Saber é um olhar angular
Nos olhos do fato da irrealidade
Gestos que abrem mundo
Caiu toda rotina desta manhã morna
Dois casais surdos gesticulam liberdades
E tudo acontece além
Num plano linguístico ignoradoAh! Quanto entendimento
No balé dos olhos
Só eles enxergam de fato
Todos somos zumbis nesta sala de espera
Meus olhos perdem a cor ante suas realidadesUma necessidade de ver
De ter na vista sua sobrevivência
Um imperturbável silencio os aflige
A demora é uma eternidadeSaber é um olhar angular
Nos olhos do fato da irrealidade
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Alan Figueiredo
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domingo, 22 de setembro de 2013
Espelho fosco
Não quero abstrações filosófica
Intangíveis
Aliterações demasiadas
Cacofonicas
Que foge quando
a quero
e me toma a mente dizendo:
tu és meu!
o falsear verídico do poema
metáforas que libertam o prisioneiro do real
por isso
cotidiano
simples
profundo
como um sentimento intransmissível
quase não sou poeta
é sempre um quase
no mais
viva La vida
e seus acasos
Intangíveis
Aliterações demasiadas
Cacofonicas
Já me basta a palavra
Esta travessaQue foge quando
a quero
quando menos espero
ela me salta aos olhose me toma a mente dizendo:
tu és meu!
sou aquele que busca a identidade
a união dos cacoso falsear verídico do poema
metáforas que libertam o prisioneiro do real
por isso
cotidiano
simples
profundo
como um sentimento intransmissível
quase não sou poeta
é sempre um quase
no mais
viva La vida
e seus acasos
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quarta-feira, 14 de agosto de 2013
Uma loja no shopping
As verdades descolam das paredes
E caíram
em meu colo
Enquanto olhava as pessoas
Em suas vidas diárias
As roupas
Todas querem olhar a vitrine
Todas querem ser
Vestidos de manequins
Boa tarde senhora
Fique a vontade
É tudo seu
Basta comprar
Eu quero um short
Uma blusa quem sabe?!
Entra senhora
Temos varias cores disponíveis
Não sei?!
Bota a mão no cabide
Experimenta
Desfila flutuando
Sua bolsa é nova
Toda vendedora põe reparo
Tubaroas da venda
E do varejo
Boa tarde
Um sorriso maquinal
Boa tarde
Posso ajudar o senhora?!
Sempre se pode ajudar
É tudo tão lindo
Mas este não caiu bem
Sinceridade carnívora
Experimenta este
Ah! este sim!
Mentira socialmente aceita
O sol lá fora queima
Aqui você está a salvo
É tudo sempre o mesmo
Um sorriso
É minha vez não vendeu
Perdeu
Roda a roleta do varejo
Esta eu passo
Mal vestida
Vou lá no estoque
Já volto querida
Eta má sorte
Quero ela de volta
De volta minha linda?!
O que a senhora deseja?
Nunca fui de fato
Vamos juntas
Tal como princesas sem reinos
Folhear felicidades de panos coloridos
Quanto é este?
O justo preço minha querida
Quanto vale sua vida?
E sua cresça nesta aparência abatida?
Tudo isso
Já basta minha senhora
Volte sempre
Estaremos aqui
No templo da futilidade
Prontas para encurtar o seu sonho
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Alan Figueiredo
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