O trabalho
A culpa
Ausencia estampada no rosto
Refletida no choro da criança
Quem há de curar o tempo?
Quem há de viver a vida?
domingo, 10 de fevereiro de 2013
A força do agora
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Alan Figueiredo
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terça-feira, 22 de janeiro de 2013
A voz e a flor
Poema dedicado a minha querida amiga
Priscila Kroupa
Ela é forte
a força primitiva da natureza
rocha inundada de sentimento
força de uma voz decidida
e a vastidão objetiva
nos engole
o desencontro bate na
portamas não entra nem entrará
porque ela acredita na vida
cultiva flores neste
mundo de metal
sim ...o mundo está florido
e sempre estará meus amigos
quando a porta se fecha
é hora de visitar a
memóriaredescobrir o já conhecido
cultivar o amor esquecido
parado no tempo
aquele que transbordou
do copoe ficou lá esperando
querendo sair qual quer hora
É tudo tão simples
que as vezes assustafica naquele tempo etéreo
de se enxergar tudo
e um nada saber de
manhã
mas sabemos cá dentro
é isso que importa
não tem água para essa rocha
ela tem água na liga dos grãos
o eterno fica miúdo
diante da justeza de
sua voze das flores que cultiva
como aquele coração de amor profundo
pequenas letras de amor
tão simplesque poeta algum há de alcançar
são flores nesta cidade cinza
e no fim minha amiga
perdoa estes olhosesta vontade de exprimir o inexprimível
essa loucura demasiadamente sóbria
você sabe o caminho
força, paz e bemminha querida amiga
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Alan Figueiredo
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domingo, 6 de janeiro de 2013
Ideias
Quero fazer um poema
Com a mais alta temática
A mais humana dentre todos
a mais filosófica das verdades
humanos mundos de mim mesmo
Quem dá fé as irrealidades
pregando na vida essa desumanidade?
somos este aninhamento de palavras
de símbolos teimosos
ironia de nosso tempo caro leitor
pavor e medo no limite de nossas portas
suas ideias não podem voar
devem estar presa neste cotidiano roto
toda a vida pulsando na mata
nas origens de nossas vontades
E nada acontece
nem um pouco de grama invade o asfalto
continuamos a emborrachar a terra
o medo é a flecha da desgraça
o resto são crenças e palavras
duvide da verdade do mais alto cientista
buscar sua verdade
tolice é aceitação máxima dos graus da academia
somos todos nós de uma mesma corda
nesta alienação voluntaria
um sentir sem palavras
porque as ideias
não morrem jamais
Com a mais alta temática
A mais humana dentre todos
a mais filosófica das verdades
Quero fazer um poema e
não ser mais um
Mais um numero dentre
tantos no mundohumanos mundos de mim mesmo
As ideias mudam o
Mundo!
todos sabem do velho
ditado
Mas quem assiste de
camarote?Quem dá fé as irrealidades
pregando na vida essa desumanidade?
Não há respostas unas
meu caro leitorsomos este aninhamento de palavras
de símbolos teimosos
significantes avariados
demasiadas distancias
incomunicáveisironia de nosso tempo caro leitor
pavor e medo no limite de nossas portas
tranquem-se
construam prisões para
seus corpossuas ideias não podem voar
devem estar presa neste cotidiano roto
Olhem pela janela de
sua sala de estar
lá está todas as
possibilidadestoda a vida pulsando na mata
nas origens de nossas vontades
E nada acontece
nem um pouco de grama invade o asfalto
continuamos a emborrachar a terra
o medo é a flecha da desgraça
não há história da
humanidade
só você caro leitoro resto são crenças e palavras
duvide da verdade do mais alto cientista
não há tolices em
duvidar
temer pelo erro
buscar sua verdade
tolice é aceitação máxima dos graus da academia
somos todos nós de uma mesma corda
O nó que segura esta
irrealidade
que nos faz balbuciar
qualquer coisanesta alienação voluntaria
um sentir sem palavras
caro leitor vos
agradeço
a paciência e o
julgamentoporque as ideias
não morrem jamais
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Alan Figueiredo
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quinta-feira, 27 de dezembro de 2012
Maria
Maria, o que você quer?
É chocolate, Maria?
Maria adora chocolate
Ah! pagode par vida
vida da Maria e do chocolate
pedir não é todo dia
O que você quer, Maria?
Maria não quer seda
Nem barco
nem muito dinheiro
vida rica de Maria
não precisa muito
Maria
Não tem folha de estanho
nem muita metafísica
só um bocado de parcela da alma
alma simples de Maria
vão Marias e suas irmãs
sonhar
Irmãs doces de Maria
Viver a vida e ir sonhando
Maria mãe de todos nós
É chocolate, Maria?
Maria adora chocolate
é como você disse,
né?!
“Adoçar a vida meu
minino”
Maria, o que você quer?
Um CD de pagode?Ah! pagode par vida
vida da Maria e do chocolate
Pagode para alma de
Maria
Maria, o que você quer?
Aproveita Mariapedir não é todo dia
O que você quer, Maria?
Maria não quer seda
Nem barco
nem muito dinheiro
Maria quer viver a vida
Trabalho pão e moradiavida rica de Maria
não precisa muito
Maria
Não tem folha de estanho
nem muita metafísica
só um bocado de parcela da alma
alma simples de Maria
Mas Maria sonha
sonha com distâncias
infinitas
na prisão de seu sofávão Marias e suas irmãs
sonhar
Irmãs doces de Maria
Viver a vida e ir sonhando
grande sina de Maria
Maria boaMaria mãe de todos nós
Adeus Maria
Até qualquer dia
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Alan Figueiredo
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domingo, 16 de dezembro de 2012
Quase poema
Queria fazer um poema
que foi um poema de ontem
uma ideia de ontem
eu quase fiz este poema
que foi um poema de ontem
uma ideia de ontem
eu quase fiz este poema
mas
hoje não dá mais
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Alan Figueiredo
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12:02
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sábado, 1 de dezembro de 2012
O caminho do asfalto
Uma pipa presa no poste
uma linha solta no ar
um menino
um trabalho
corre por entre os carros parados
pula vai pegar a pipa
um sorriso como o por do sol
ninguém põe reparo na felicidade
se enrosca desenrosca
freneticamente balança
como pedra quer cair
deve cair nas mão da felicidade
Cair … é o destino supremo
negar é a loucura dos justos
o menino volta as ruas e aos carros
a seriedade volta mais branda
mas volta
heróis de uma infância roubada
e a criança sempre há de vencer
uma linha solta no ar
um menino
um trabalho
O menino larga o peso
do isopor pesado da
vidacorre por entre os carros parados
pula vai pegar a pipa
a linha resiste
o poste resisteum sorriso como o por do sol
ninguém põe reparo na felicidade
Ele não desiste
a pequena pipa sacodese enrosca desenrosca
freneticamente balança
eis que ela se dá por
vencida
tomba no asfaltocomo pedra quer cair
deve cair nas mão da felicidade
Cair … é o destino supremo
negar é a loucura dos justos
o menino volta as ruas e aos carros
a seriedade volta mais branda
mas volta
afinal a vida vence
a pipa é o troféu dos
anônimosheróis de uma infância roubada
e a criança sempre há de vencer
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Alan Figueiredo
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15:16
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quarta-feira, 7 de novembro de 2012
O capital e o mercado
Deposito no silencio
toda esta espera
cheia de contemplação
para com tudo que vejo
que vai desfiando a mascara que uso
este teatro de fantoches comerciais
esta ânsia de vontade conciliadora
este eu no palco das efemeridades profundas
deuses do enterimento patético
com uma humanidade para com todo não-humano
deuses do rir a toa e dos números da querencia
pregam as pessoas com martelos virtuais
ativam metralhadoras com o apertar de dedos
e sorrisos de uma sutileza cruel
dos crédulos fervorosos do capital
com uma ignorância profunda para a vida
de um falar para tolos
rir é o remédio desta depressão cronica
insultem a plateia e seus farfalhar tolo
seu remexer na realidade torta
e porque não os milionários
toda esta espera
cheia de contemplação
para com tudo que vejo
revejo no silencio
aquele ponto mal
disfarçadoque vai desfiando a mascara que uso
este teatro de fantoches comerciais
Quem há de desfiar meu
fantoche
meu engodo carregado de
desesperoesta ânsia de vontade conciliadora
este eu no palco das efemeridades profundas
tenho forças para tal
empreitada?
Desafiar a maquina de
fantoches
e seus deuses caídos
de um helenismo podredeuses do enterimento patético
com uma humanidade para com todo não-humano
deuses do rir a toa e dos números da querencia
pregam as pessoas com martelos virtuais
ativam metralhadoras com o apertar de dedos
e sorrisos de uma sutileza cruel
negociam vidas e
espaços no tempo
negócios e créditos
inexistentes
a crença é sua mais
alta moedados crédulos fervorosos do capital
com uma ignorância profunda para a vida
medem a vida com moedas
ocas
recheada desta
ignorância pregada no jornalde um falar para tolos
rir é o remédio desta depressão cronica
subam no palco e
compartilhe sua depressão
com a mais cruel das
gargalhadasinsultem a plateia e seus farfalhar tolo
seu remexer na realidade torta
e cantem nas esquinas e
nos bares
salve o pão e a morada
a cerveja e a
ignorânciae porque não os milionários
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Alan Figueiredo
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11:53
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sábado, 27 de outubro de 2012
Fla X Flu
Nelsinho disse
que nasceu 40 minutos antes do nada
mas para mim
é nada contra coisa nenhuma
é um cala a boca diário e sutil
nos corações agoniados
que nasceu 40 minutos antes do nada
mas para mim
é nada contra coisa nenhuma
Ah sim é claro
é circoé um cala a boca diário e sutil
nos corações agoniados
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Alan Figueiredo
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23:09
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domingo, 14 de outubro de 2012
O hotel
Entro no quarto como se
fosse meu
o velho hotel perdido
no espaço
vou jogado a mala com
uma intimidade
de cheiros e abrir
gavetas
arrumo meus pertences
passageiros pertences
no velho quarto que é
meu
e de todos que aqui
passaram
e passo assim
despreocupado
que eu volto eu sempre
volto
quantos verso não fiz
nesta mesinha?
mesa velha e carcomida
quantas pessoas não vi
passar
nestas janelas da vida?
lá estava um poeta
a espiar o dia
ah! esta cama arrumada
escondendo no branco
lençol
vida e mais vidas
passadas
dormidas ou sonhadas
e me sinto em casa
uma casa minha e de
todos
a casa velha que não
tive
os degraus de uma
antiga escada
não troco este quarto
por nada
nem hotel de cinco
estrelas novinho
não tem cheiro de
vidas passadas
nem identidades
manchadas na parede
não é quarto
muito menos morada
estar em hotéis velhos
é quase estar em casa
sempre há vida
pulsando
nos corredores e nos
carpetes
pego o telefone
disco o numero da
recepção
como quem liga para um
velho amigo
uma voz rouca e
conhecida
poi não?!
E eu translocado e
contente
digo:
Ei amigo
linda esta vista
lateral da janela
uma rua quieta e escura
iluminada pela luz da
lua
a luz branca nas faces
das pessoas que passam
me faz sentir a vida
não achas?
O senhor quer mudar de
quarto?
Não jamais!
O senhor deseja mais
alguma coisa?
Calei e percebi o
absurdo
o absurdo de se estar
sozinho
de amar a intimidade
das coisas
perceber as pequenas
coisas deslocando da vida
e lá no fundo
senhor
senhor
desliguei o telefone
tomei um belo gole de
água
desarrumei a cama
e comecei a ler um bom
livro
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Alan Figueiredo
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quarta-feira, 10 de outubro de 2012
A borboleta e o transito
parem o transito
olhem ali voando
uma borboleta
dessas que voam felizes
tão cheia de sonhos
mas como é
metal
cinza
e duro
essa cidade
A borboleta coitada
deusa do acaso e do
improvável
vai ser esmagada
no cinza metálico
do transito que passa
dou alguns passos
na minha solidão
de pedestre
e lá está ela
a borboleta sonhadora
voando por entre os
carros
nesse dia semi-engarrafado
o sinal abriu
abriu também no ar
o som de uma buzina
apressada
e a borboleta ali
voando
por entre os motores
ligados
Ai que agonia!
Fecho os olhos pro pior
aperto o passo
cabisbaixo
triste fim da borboleta
e por um instante
desses que o coração
não se aguenta
olho pro lado
vejo a borboleta no
alto
e acima dos carros e do
chão
voando ao acaso
maestra da desarmonia
do cimento
borracha
e metal
Ai ! De novo uma agonia
um caminhão se
aproxima
paro esperançoso na
calçada
- levante voo minha
amiga
e no instante do
acontecimento
no limite do agora
pro que ainda vem
um para-brisa chapado
levou minha frágil
deusa do acaso
Ah! se já não
bastasse a morte
da borboleta solitária
seu assassino era um
caminhão de flores
que ironia!
A cidade que compra
flores mortas
não esquece de matar
borboletas vivas
sujando o vidro
transparente
com matéria morta
que não vale
nada
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Alan Figueiredo
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