domingo, 17 de junho de 2012

Sobre Anarquia pratica

Enquanto houver fome e desabrigados
Não haverá liberdade civil
Enquanto houver crianças mortas por balas
Minha liberdade fica capenga

Quero ser livre!

Não há liberdade para poucos
A violência deve acabar
Até lá vamos sonhando
Vamos fazendo

sábado, 12 de maio de 2012

A arte

Objetos de arte
São utensílios dos Deuses
Ou utensílios inúteis
Que manifesta a liberdade criadora do ser

O artista traz do abstrato
O oculto e o extremo da existência
Faz de seu tempo todos os tempos
O múltiplo que se torna uno de todas as formas

A arte finaliza o discurso
Nadifica a coisa e o artista
Arte não tem predicado
Está sempre no limite das palavras

terça-feira, 8 de maio de 2012

Ao Narciso

O narciaso moderno
Não morre afogado no lago
No maximo quebra o nariz


terça-feira, 1 de maio de 2012

Ao suicida

Versos delirantes
saber a qualquer custo
que sabe que sabe
Aquela tênue linha da loucura

O momento é uma agora esticado
Um nó de quatro pontas
tal como os sapatos
flutuam nos pés dos suicida

O nó na garganta
e aquele momento
passa num instante
um pendulo de um relógio abstrato

relógio de uma irrealidade
desmedido de tempo
último movimento
ultimo ato

depois

silêncio

Absurdos silêncios
escondem a tensão da corda
a força que faz flutuar os sapatos

Os que foram querendo
fitaram com os olhos atentos
a mente delirante do primeiro Fausto

terça-feira, 24 de abril de 2012

aquele indigente
caido na existência
por ora caído ao mar
iguala-se a toda gente
ou nada para a vida
ou debate-se para nada


é um poeta disponível
por acaso alí também nas aguas semeado
quem primeiro recolhe à alma
a aflição daquele sempre aflito
porque para qualquer realidade
haverá sempre

um poeta de plantão

como ajudar aquele náufrago contumaz
um poema,talvez?
ou seu jovém braço?
mas que seja rápido
pois é obrigatório aos poetas
 ludibriarem à morte

petas são hábeis neste ofício
porque vivem náufragos em sentimentos

decide-se por seu jovém braço
ainda crédulo nas virtudes humanas

a mão estendida à generosidade
a alma à absolvição social
para depois o poema!
porque o físico suporta melhor ao físico

feito!
alívio, júbilo, comunhão.

agora,
cada qual que siga fiél
o seu traçado histórico

porém
quem irá salvar o poeta,
o que lhe oferecer,
quando as emoções encobrirem-lhe a alma?

sempre, ninguém!
sempre, nada!
um poema, talvez?
                                cz
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Agradecedio Cezar!

terça-feira, 10 de abril de 2012

O ultimo poema

Talvez sejam estes meus últimos versos
ultimo sopro de qual quer coisa vivida
Talvez amanhã não exista
invento minhas saudade pelo novo

Viva ao novo!
O novo de uma velhice entranhada
uma sabedoria profunda
Assim quero meu ultimo poema

repleto de simplicidade
o amor pela vida
que transborda da beirada do poema
o amor pela vida me faz levantar nas manhãs

Eu quero meu ultimo poema
Eu quero agora!
Como nunca quis querer antes

que acabe meus versos no mar
boiando a deriva
como um louco navio velho
eu quero meu ultimo poema

como o cheiro de um navio velho
tão seu de gente passada
impregnado de sal que gruda na antepara
Que meu ultimo poema seja como um navio velho

Vagando a ermo em sua ultima viagem
Seu velho capitão a observar o horizonte
com uma atenção desalinhada
De chinelos no passadiço

Assim quero meu ultimo poema
Solto de suas próprias amarras
navegando reto e sem destino
esperando chegar a todos os destinos

Assim eu quero meu ultimo poema
o ultimo escrito a boiar
no mar da minha vida que foi

Tal como o velho Capitão
deixarei no cais da saudade
as lembranças e meus poemas

e lá de longe

onde a mente não alcança
vou arrastar meus chinelos
e terei feito
meu ultimo poema

terça-feira, 27 de março de 2012

O louco mendigo confiante

Pulou n'água
Seu corpo frágil de idade avançada
Nada confiante na baia imunda
A maré esta baixa

O cais alto de mais para seu corpo moído
Seu pé quebrado e torcido de anos
Ressecado de dor e cascalho da cidade
Banho matinal de águas que niguem quer

Me ajude a subir por favor!

Quem de nois se habilita
A sujar nossas mãos limpas?
Um grupo de tres sai de fininho
Outros dois mais sujos viram a cara e finge não ouvir

Meu coração acelera
Sou eu com mimhas mãos de poeta
Ele me olha confiante e diz baixinho
Como se fosse so pra mim

Me ajude!

Meus olhos enchem d'agua
Jamais viraria a cara
Largo minhas coisas meio indeciso
Eu sei devo largar tudo

Começo a caminha para a escada do cais
Eis que surge uma lancha
Eu paro com um nó na garganta
Ele grita me ajude!

O mestre da lancha reduz
A lancha boia por uns momentos
Fico indeciso com meio passo adiante
Uma corda é lançada seu corpo arrastado

A bordo vejo um sorrizo vindo pro cais
Seu pe calcificado vacila na passagen pra terra
Estou salvo muito obrigado!
Gestos largos de uma locura agradecida

Ele me olha desnudo de mimha capa social
Faz alguns segundos de um suspense infinito
Observa seu corpo inteiro do banho matinal
Eu não desgrudo meus olhos culpados de indecisão

Ele abaixa
Pega um mechilhão solto da pedra do cais
Talvez seja sua refeição nesta manhã morna
Bota no bolso da calsa molhada
Eu não desgrudos meus olhos culpados

Ele me olha
E diz com um sorrizo de lado
Muito obrigado
Uma facada aquele sorrizo

O nó da garganta foi estraçalhado
Balbucio com os olhos mariados
Me perdoe!
E nada mais foi dito nesta manhã

É perdão profundo
Nada de agua, manhã ou mechilhão
É um perdão cinza e asfaltado
Uma culpa de geraçõe passadas

Volto ao meu lugar
Ele aos poucos se recompõe
Veste sua roupa
E sai de mansinho com seu mechilhão mão

Passa a passo afasta_se
Senta na estatua de Dom João VI
Observa as maquinas assalariadas
E dorme tranquilo aos pés do cavalo

quinta-feira, 22 de março de 2012

Poema a wittgenstein

Apenas jogo de linguagem
Jogo que decide o real existir
Face transparente de mais para uma visão ordinaria
Vagas regras da História do mundo

Ondas de um mar denso
Metaforas alguma há de delimitar o filosofo
Satisfação sentida nos poros
Ponto a ponto de uma lã profunda

Cobrindo a face do frio
A frieza da verdade ultima
Eis que agora a lã se desfaz puida
Mãos que seguram a ordem das coisas

Qual logica sublime há de ser a ultima?
A ultima regra do jogo de regras frouxas
Regras sobre regras tal como pedras
Afundando no pantano dos caminhos da verdade

Palavras signos e linguagem
Vamos construir o novo de novo
E o passo adiante

sexta-feira, 16 de março de 2012

O motorista de ônibus

Um ponto de ônibus
uma parada
um sorriso
é tão bom quando um sorriso
inaugura o dia

sexta-feira, 9 de março de 2012

No Pais do futebol

Poema dedicado ao Leonardo
Foi da conversa diária que surgiu versos
Obrigado por me fazer perceber
Que da diferença se tira o verdadeiro resultado


No país da politica futebolesca
O politico rouba no jogo da vida
Mas a galera quer meter a porrada no arbitro
Que me perdoem os brasilienses
Se esse povo Acordar mal humorado
Brasília some do mapa