Talvez sejam estes meus últimos versos
ultimo sopro de qual quer coisa vivida
Talvez amanhã não exista
invento minhas saudade pelo novo
Viva ao novo!
O novo de uma velhice entranhada
uma sabedoria profunda
Assim quero meu ultimo poema
repleto de simplicidade
o amor pela vida
que transborda da beirada do poema
o amor pela vida me faz levantar nas manhãs
Eu quero meu ultimo poema
Eu quero agora!
Como nunca quis querer antes
que acabe meus versos no mar
boiando a deriva
como um louco navio velho
eu quero meu ultimo poema
como o cheiro de um navio velho
tão seu de gente passada
impregnado de sal que gruda na antepara
Que meu ultimo poema seja como um navio velho
Vagando a ermo em sua ultima viagem
Seu velho capitão a observar o horizonte
com uma atenção desalinhada
De chinelos no passadiço
Assim quero meu ultimo poema
Solto de suas próprias amarras
navegando reto e sem destino
esperando chegar a todos os destinos
Assim eu quero meu ultimo poema
o ultimo escrito a boiar
no mar da minha vida que foi
Tal como o velho Capitão
deixarei no cais da saudade
as lembranças e meus poemas
e lá de longe
onde a mente não alcança
vou arrastar meus chinelos
e terei feito
meu ultimo poema
terça-feira, 10 de abril de 2012
O ultimo poema
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Alan Figueiredo
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10:50
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terça-feira, 27 de março de 2012
O louco mendigo confiante
Pulou n'água
Seu corpo frágil de idade avançada
Nada confiante na baia imunda
A maré esta baixa
O cais alto de mais para seu corpo moído
Seu pé quebrado e torcido de anos
Ressecado de dor e cascalho da cidade
Banho matinal de águas que niguem quer
Me ajude a subir por favor!
Quem de nois se habilita
A sujar nossas mãos limpas?
Um grupo de tres sai de fininho
Outros dois mais sujos viram a cara e finge não ouvir
Meu coração acelera
Sou eu com mimhas mãos de poeta
Ele me olha confiante e diz baixinho
Como se fosse so pra mim
Me ajude!
Meus olhos enchem d'agua
Jamais viraria a cara
Largo minhas coisas meio indeciso
Eu sei devo largar tudo
Começo a caminha para a escada do cais
Eis que surge uma lancha
Eu paro com um nó na garganta
Ele grita me ajude!
O mestre da lancha reduz
A lancha boia por uns momentos
Fico indeciso com meio passo adiante
Uma corda é lançada seu corpo arrastado
A bordo vejo um sorrizo vindo pro cais
Seu pe calcificado vacila na passagen pra terra
Estou salvo muito obrigado!
Gestos largos de uma locura agradecida
Ele me olha desnudo de mimha capa social
Faz alguns segundos de um suspense infinito
Observa seu corpo inteiro do banho matinal
Eu não desgrudo meus olhos culpados de indecisão
Ele abaixa
Pega um mechilhão solto da pedra do cais
Talvez seja sua refeição nesta manhã morna
Bota no bolso da calsa molhada
Eu não desgrudos meus olhos culpados
Ele me olha
E diz com um sorrizo de lado
Muito obrigado
Uma facada aquele sorrizo
O nó da garganta foi estraçalhado
Balbucio com os olhos mariados
Me perdoe!
E nada mais foi dito nesta manhã
É perdão profundo
Nada de agua, manhã ou mechilhão
É um perdão cinza e asfaltado
Uma culpa de geraçõe passadas
Volto ao meu lugar
Ele aos poucos se recompõe
Veste sua roupa
E sai de mansinho com seu mechilhão mão
Passa a passo afasta_se
Senta na estatua de Dom João VI
Observa as maquinas assalariadas
E dorme tranquilo aos pés do cavalo
Seu corpo frágil de idade avançada
Nada confiante na baia imunda
A maré esta baixa
O cais alto de mais para seu corpo moído
Seu pé quebrado e torcido de anos
Ressecado de dor e cascalho da cidade
Banho matinal de águas que niguem quer
Me ajude a subir por favor!
Quem de nois se habilita
A sujar nossas mãos limpas?
Um grupo de tres sai de fininho
Outros dois mais sujos viram a cara e finge não ouvir
Meu coração acelera
Sou eu com mimhas mãos de poeta
Ele me olha confiante e diz baixinho
Como se fosse so pra mim
Me ajude!
Meus olhos enchem d'agua
Jamais viraria a cara
Largo minhas coisas meio indeciso
Eu sei devo largar tudo
Começo a caminha para a escada do cais
Eis que surge uma lancha
Eu paro com um nó na garganta
Ele grita me ajude!
O mestre da lancha reduz
A lancha boia por uns momentos
Fico indeciso com meio passo adiante
Uma corda é lançada seu corpo arrastado
A bordo vejo um sorrizo vindo pro cais
Seu pe calcificado vacila na passagen pra terra
Estou salvo muito obrigado!
Gestos largos de uma locura agradecida
Ele me olha desnudo de mimha capa social
Faz alguns segundos de um suspense infinito
Observa seu corpo inteiro do banho matinal
Eu não desgrudo meus olhos culpados de indecisão
Ele abaixa
Pega um mechilhão solto da pedra do cais
Talvez seja sua refeição nesta manhã morna
Bota no bolso da calsa molhada
Eu não desgrudos meus olhos culpados
Ele me olha
E diz com um sorrizo de lado
Muito obrigado
Uma facada aquele sorrizo
O nó da garganta foi estraçalhado
Balbucio com os olhos mariados
Me perdoe!
E nada mais foi dito nesta manhã
É perdão profundo
Nada de agua, manhã ou mechilhão
É um perdão cinza e asfaltado
Uma culpa de geraçõe passadas
Volto ao meu lugar
Ele aos poucos se recompõe
Veste sua roupa
E sai de mansinho com seu mechilhão mão
Passa a passo afasta_se
Senta na estatua de Dom João VI
Observa as maquinas assalariadas
E dorme tranquilo aos pés do cavalo
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quinta-feira, 22 de março de 2012
Poema a wittgenstein
Apenas jogo de linguagem
Jogo que decide o real existir
Face transparente de mais para uma visão ordinaria
Vagas regras da História do mundo
Ondas de um mar denso
Metaforas alguma há de delimitar o filosofo
Satisfação sentida nos poros
Ponto a ponto de uma lã profunda
Cobrindo a face do frio
A frieza da verdade ultima
Eis que agora a lã se desfaz puida
Mãos que seguram a ordem das coisas
Qual logica sublime há de ser a ultima?
A ultima regra do jogo de regras frouxas
Regras sobre regras tal como pedras
Afundando no pantano dos caminhos da verdade
Palavras signos e linguagem
Vamos construir o novo de novo
E o passo adiante
Jogo que decide o real existir
Face transparente de mais para uma visão ordinaria
Vagas regras da História do mundo
Ondas de um mar denso
Metaforas alguma há de delimitar o filosofo
Satisfação sentida nos poros
Ponto a ponto de uma lã profunda
Cobrindo a face do frio
A frieza da verdade ultima
Eis que agora a lã se desfaz puida
Mãos que seguram a ordem das coisas
Qual logica sublime há de ser a ultima?
A ultima regra do jogo de regras frouxas
Regras sobre regras tal como pedras
Afundando no pantano dos caminhos da verdade
Palavras signos e linguagem
Vamos construir o novo de novo
E o passo adiante
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sexta-feira, 16 de março de 2012
O motorista de ônibus
Um ponto de ônibus
uma parada
um sorriso
é tão bom quando um sorriso
inaugura o dia
uma parada
um sorriso
é tão bom quando um sorriso
inaugura o dia
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Alan Figueiredo
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sexta-feira, 9 de março de 2012
No Pais do futebol
Poema dedicado ao Leonardo
Foi da conversa diária que surgiu versos
Obrigado por me fazer perceber
Que da diferença se tira o verdadeiro resultado
Foi da conversa diária que surgiu versos
Obrigado por me fazer perceber
Que da diferença se tira o verdadeiro resultado
No país da politica futebolesca
O politico rouba no jogo da vida
Mas a galera quer meter a porrada no arbitro
Que me perdoem os brasilienses
Se esse povo Acordar mal humorado
Brasília some do mapa
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Alan Figueiredo
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23:45
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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
Versos da depressão consumista
Num domingo
Não há tradução ou poema perfeito
É apenas a vida batendo na porta
E eis que não tinha ninguém em casa
Estávamos todos comprando nada
Assim passeando no domingo
Mais um dia qualquer
A satisfação nunca chega
É sempre um momento depois do agora
Amanhã quem sabe sou feliz
Ou talvez faça aqueles versos
Aqueles que não me deixou dormir
E sismou em bater cá dentro
A inutilidade do domingo
Costurada com a segunda útil de um mês perdido
Trabalho suor pesado
Vencer na vida e nem reparo
A vida bateu na porta!
Na trave de um goleiro desatento
Força nos braços cansados
E não resistem ligam a Droga da TV diária
O milionário do apresentador
Tem orgulho de mostrar o sobrevivente do desastre
Bundas rebolando junto com sangue suor e lagrima
As vezes me bate um sensação de irrealidade
Qual o limite deste absurdo?
Quem foi que chorou e disse: Nossa isso é sublime!
"Pensei em Deus e na família"
Vamos aos comercias
Balancem a bunda e vamos ganhar dinheiro
Faz parte do show
Afinal de contas o carnaval tá ai
Vamos beber os dias inúteis
Escravos depressivos e drogados
"Drogas? to fora!
Só umas novelinhas de vez em quando
Mas se embrulhar com um jornal mal feito
É o anti-depressivo mais feliz da parada"
Já deu dez horas
Cinderela pega o ônibus amanhã as cinco
Sono de drogado é profundo
Amanhã é dia útil
Carnaval é só na quarta
Quem sabe se até lá não morro de overdose
Não há tradução ou poema perfeito
É apenas a vida batendo na porta
E eis que não tinha ninguém em casa
Estávamos todos comprando nada
Assim passeando no domingo
Mais um dia qualquer
A satisfação nunca chega
É sempre um momento depois do agora
Amanhã quem sabe sou feliz
Ou talvez faça aqueles versos
Aqueles que não me deixou dormir
E sismou em bater cá dentro
A inutilidade do domingo
Costurada com a segunda útil de um mês perdido
Trabalho suor pesado
Vencer na vida e nem reparo
A vida bateu na porta!
Na trave de um goleiro desatento
Força nos braços cansados
E não resistem ligam a Droga da TV diária
O milionário do apresentador
Tem orgulho de mostrar o sobrevivente do desastre
Bundas rebolando junto com sangue suor e lagrima
As vezes me bate um sensação de irrealidade
Qual o limite deste absurdo?
Quem foi que chorou e disse: Nossa isso é sublime!
"Pensei em Deus e na família"
Vamos aos comercias
Balancem a bunda e vamos ganhar dinheiro
Faz parte do show
Afinal de contas o carnaval tá ai
Vamos beber os dias inúteis
Escravos depressivos e drogados
"Drogas? to fora!
Só umas novelinhas de vez em quando
Mas se embrulhar com um jornal mal feito
É o anti-depressivo mais feliz da parada"
Já deu dez horas
Cinderela pega o ônibus amanhã as cinco
Sono de drogado é profundo
Amanhã é dia útil
Carnaval é só na quarta
Quem sabe se até lá não morro de overdose
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Alan Figueiredo
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terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
Na aresta de um brinquedo
Quer botar o mundo na boca
Pedaço a pedaço
Aprende a selecionar
O que vai e o que fica
Vai meu filho
Sentir o mundo por dentro
Nas arestas de um brinquedo
Encontra mais verdades que todos os filósofos
Se é que filósofos encontram verdades
Na atesta do brinquedo
Seus olhos enxergam por dentro
Enxergam aquilo que esquecemos de ver
Um pedaço saboroso desse mundo repleto de pedaços
Pedaços azuis e vermelhos
O sabor da dureza e do macio
O leve verdadeiro e na medida do pesado
Os cantos inalcançados da ideia que é a coisa em si
Vai meu filho
Minhas palavras perdem a cor
Você mastiga o brinquedo com muito mais certeza
Vai meu filho
Me ensina a ver um mundo diferente a cada dia
Pedaço a pedaço
Aprende a selecionar
O que vai e o que fica
Vai meu filho
Sentir o mundo por dentro
Nas arestas de um brinquedo
Encontra mais verdades que todos os filósofos
Se é que filósofos encontram verdades
Na atesta do brinquedo
Seus olhos enxergam por dentro
Enxergam aquilo que esquecemos de ver
Um pedaço saboroso desse mundo repleto de pedaços
Pedaços azuis e vermelhos
O sabor da dureza e do macio
O leve verdadeiro e na medida do pesado
Os cantos inalcançados da ideia que é a coisa em si
Vai meu filho
Minhas palavras perdem a cor
Você mastiga o brinquedo com muito mais certeza
Vai meu filho
Me ensina a ver um mundo diferente a cada dia
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segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
A morte amena
A morte é tão obvia
Que somos cegos diante da paisagem
Podemos ouvir os pássaros
Mas jamais velos por detrás dos montes
Eu sei um dia acaba
O absurdo simples invade o cotidiano
E o obvio se torna oculto
Lagrimas para curar a falta
Flores para os mortos
Os vivos festejam a triste partida
A derradeira festa da vida
Os pés a caminhar soltos dos corpos
Amanhã é segunda
Todos continuam a vida amena
Uma necessidade de partir
No feixe da consciência da vida
O sol invade a varanda da casa
A casa vazia
Primeiros passos estreiam a manhã
Eis que a imagem do espelho
Me diz:
Estou vivo
E metafisica alguma há de racionalizar isso
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Alan Figueiredo
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quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
A ridícula condição do poeta
A rima é ridícula
Ser poeta é ter qualquer coisa de ridículo
De não ter utilidade
Pra que servem os poetas?
Não sei
Acho que é como perguntar pra que serve as estrelas?
Não há utilidade na vida
A utilidade é presa na razão do momento
O poeta é ridículo
Mas não um ridículo cotidiano
É um ridículo qualquer coisa
Um ridículo pra dentro de metáforas
Como é ridículo explicar este ridículo
Ta ai o embaraço de se dizer poeta
De guardar na gaveta aqueles versos
E nem voce ter coragem de fita-lo
O medo do ridículo cotidiano
Da risada apòs uma rima ridícula
De um verso escapar do contexto
Da viagem mal sentida
E é por isso que todos os poemas
Sempre tem qualquer coisa de não acabado
De oculto e não visto por todos os lados
Profundidades abissais escristas em versos
Coitado do fragil poeta
Que ao leve balançar de um risada
Se encolhe com um caramujo ferido
Orgulho de poeta de gaveta fechada
E vai engolindo o orgulho
E derrepente não mais que derrepente
O poeta ferido no alge de seu ser caramujento exclama:
Escrevo versos para posteridade!
Libertem-se fragies poetas
E aceitem a condição do ridículo
Um ridículo poetico é claro
Não levem demasiadamente a sério seus poemas
É ridículo a condição do poeta
Mas temos que aprender a ser ridículo
No mais sublime grau de beleza
Eis que lá estava a poesia
Ser poeta é ter qualquer coisa de ridículo
De não ter utilidade
Pra que servem os poetas?
Não sei
Acho que é como perguntar pra que serve as estrelas?
Não há utilidade na vida
A utilidade é presa na razão do momento
O poeta é ridículo
Mas não um ridículo cotidiano
É um ridículo qualquer coisa
Um ridículo pra dentro de metáforas
Como é ridículo explicar este ridículo
Ta ai o embaraço de se dizer poeta
De guardar na gaveta aqueles versos
E nem voce ter coragem de fita-lo
O medo do ridículo cotidiano
Da risada apòs uma rima ridícula
De um verso escapar do contexto
Da viagem mal sentida
E é por isso que todos os poemas
Sempre tem qualquer coisa de não acabado
De oculto e não visto por todos os lados
Profundidades abissais escristas em versos
Coitado do fragil poeta
Que ao leve balançar de um risada
Se encolhe com um caramujo ferido
Orgulho de poeta de gaveta fechada
E vai engolindo o orgulho
E derrepente não mais que derrepente
O poeta ferido no alge de seu ser caramujento exclama:
Escrevo versos para posteridade!
Libertem-se fragies poetas
E aceitem a condição do ridículo
Um ridículo poetico é claro
Não levem demasiadamente a sério seus poemas
É ridículo a condição do poeta
Mas temos que aprender a ser ridículo
No mais sublime grau de beleza
Eis que lá estava a poesia
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sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
Nesta manhã
De todas as coisas resta uma
A morte como espaço ultimo
Hoje acoredei cedo e ouvi um passarinho cantar
Chorei porque ele cantava a morte de uma passarinha
A morte como espaço ultimo
Hoje acoredei cedo e ouvi um passarinho cantar
Chorei porque ele cantava a morte de uma passarinha
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Alan Figueiredo
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