Apenas jogo de linguagem
Jogo que decide o real existir
Face transparente de mais para uma visão ordinaria
Vagas regras da História do mundo
Ondas de um mar denso
Metaforas alguma há de delimitar o filosofo
Satisfação sentida nos poros
Ponto a ponto de uma lã profunda
Cobrindo a face do frio
A frieza da verdade ultima
Eis que agora a lã se desfaz puida
Mãos que seguram a ordem das coisas
Qual logica sublime há de ser a ultima?
A ultima regra do jogo de regras frouxas
Regras sobre regras tal como pedras
Afundando no pantano dos caminhos da verdade
Palavras signos e linguagem
Vamos construir o novo de novo
E o passo adiante
quinta-feira, 22 de março de 2012
sexta-feira, 16 de março de 2012
O motorista de ônibus
Um ponto de ônibus
uma parada
um sorriso
é tão bom quando um sorriso
inaugura o dia
uma parada
um sorriso
é tão bom quando um sorriso
inaugura o dia
Postado por
Alan Figueiredo
às
23:35
0
comentários
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
sexta-feira, 9 de março de 2012
No Pais do futebol
Poema dedicado ao Leonardo
Foi da conversa diária que surgiu versos
Obrigado por me fazer perceber
Que da diferença se tira o verdadeiro resultado
Foi da conversa diária que surgiu versos
Obrigado por me fazer perceber
Que da diferença se tira o verdadeiro resultado
No país da politica futebolesca
O politico rouba no jogo da vida
Mas a galera quer meter a porrada no arbitro
Que me perdoem os brasilienses
Se esse povo Acordar mal humorado
Brasília some do mapa
Postado por
Alan Figueiredo
às
23:45
0
comentários
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
Marcadores:
Político
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
Versos da depressão consumista
Num domingo
Não há tradução ou poema perfeito
É apenas a vida batendo na porta
E eis que não tinha ninguém em casa
Estávamos todos comprando nada
Assim passeando no domingo
Mais um dia qualquer
A satisfação nunca chega
É sempre um momento depois do agora
Amanhã quem sabe sou feliz
Ou talvez faça aqueles versos
Aqueles que não me deixou dormir
E sismou em bater cá dentro
A inutilidade do domingo
Costurada com a segunda útil de um mês perdido
Trabalho suor pesado
Vencer na vida e nem reparo
A vida bateu na porta!
Na trave de um goleiro desatento
Força nos braços cansados
E não resistem ligam a Droga da TV diária
O milionário do apresentador
Tem orgulho de mostrar o sobrevivente do desastre
Bundas rebolando junto com sangue suor e lagrima
As vezes me bate um sensação de irrealidade
Qual o limite deste absurdo?
Quem foi que chorou e disse: Nossa isso é sublime!
"Pensei em Deus e na família"
Vamos aos comercias
Balancem a bunda e vamos ganhar dinheiro
Faz parte do show
Afinal de contas o carnaval tá ai
Vamos beber os dias inúteis
Escravos depressivos e drogados
"Drogas? to fora!
Só umas novelinhas de vez em quando
Mas se embrulhar com um jornal mal feito
É o anti-depressivo mais feliz da parada"
Já deu dez horas
Cinderela pega o ônibus amanhã as cinco
Sono de drogado é profundo
Amanhã é dia útil
Carnaval é só na quarta
Quem sabe se até lá não morro de overdose
Não há tradução ou poema perfeito
É apenas a vida batendo na porta
E eis que não tinha ninguém em casa
Estávamos todos comprando nada
Assim passeando no domingo
Mais um dia qualquer
A satisfação nunca chega
É sempre um momento depois do agora
Amanhã quem sabe sou feliz
Ou talvez faça aqueles versos
Aqueles que não me deixou dormir
E sismou em bater cá dentro
A inutilidade do domingo
Costurada com a segunda útil de um mês perdido
Trabalho suor pesado
Vencer na vida e nem reparo
A vida bateu na porta!
Na trave de um goleiro desatento
Força nos braços cansados
E não resistem ligam a Droga da TV diária
O milionário do apresentador
Tem orgulho de mostrar o sobrevivente do desastre
Bundas rebolando junto com sangue suor e lagrima
As vezes me bate um sensação de irrealidade
Qual o limite deste absurdo?
Quem foi que chorou e disse: Nossa isso é sublime!
"Pensei em Deus e na família"
Vamos aos comercias
Balancem a bunda e vamos ganhar dinheiro
Faz parte do show
Afinal de contas o carnaval tá ai
Vamos beber os dias inúteis
Escravos depressivos e drogados
"Drogas? to fora!
Só umas novelinhas de vez em quando
Mas se embrulhar com um jornal mal feito
É o anti-depressivo mais feliz da parada"
Já deu dez horas
Cinderela pega o ônibus amanhã as cinco
Sono de drogado é profundo
Amanhã é dia útil
Carnaval é só na quarta
Quem sabe se até lá não morro de overdose
Postado por
Alan Figueiredo
às
18:18
0
comentários
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
Marcadores:
A comédia da Vida,
Desobendiencia Civil.,
poder,
Político
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
Na aresta de um brinquedo
Quer botar o mundo na boca
Pedaço a pedaço
Aprende a selecionar
O que vai e o que fica
Vai meu filho
Sentir o mundo por dentro
Nas arestas de um brinquedo
Encontra mais verdades que todos os filósofos
Se é que filósofos encontram verdades
Na atesta do brinquedo
Seus olhos enxergam por dentro
Enxergam aquilo que esquecemos de ver
Um pedaço saboroso desse mundo repleto de pedaços
Pedaços azuis e vermelhos
O sabor da dureza e do macio
O leve verdadeiro e na medida do pesado
Os cantos inalcançados da ideia que é a coisa em si
Vai meu filho
Minhas palavras perdem a cor
Você mastiga o brinquedo com muito mais certeza
Vai meu filho
Me ensina a ver um mundo diferente a cada dia
Pedaço a pedaço
Aprende a selecionar
O que vai e o que fica
Vai meu filho
Sentir o mundo por dentro
Nas arestas de um brinquedo
Encontra mais verdades que todos os filósofos
Se é que filósofos encontram verdades
Na atesta do brinquedo
Seus olhos enxergam por dentro
Enxergam aquilo que esquecemos de ver
Um pedaço saboroso desse mundo repleto de pedaços
Pedaços azuis e vermelhos
O sabor da dureza e do macio
O leve verdadeiro e na medida do pesado
Os cantos inalcançados da ideia que é a coisa em si
Vai meu filho
Minhas palavras perdem a cor
Você mastiga o brinquedo com muito mais certeza
Vai meu filho
Me ensina a ver um mundo diferente a cada dia
Postado por
Alan Figueiredo
às
09:32
0
comentários
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
A morte amena
A morte é tão obvia
Que somos cegos diante da paisagem
Podemos ouvir os pássaros
Mas jamais velos por detrás dos montes
Eu sei um dia acaba
O absurdo simples invade o cotidiano
E o obvio se torna oculto
Lagrimas para curar a falta
Flores para os mortos
Os vivos festejam a triste partida
A derradeira festa da vida
Os pés a caminhar soltos dos corpos
Amanhã é segunda
Todos continuam a vida amena
Uma necessidade de partir
No feixe da consciência da vida
O sol invade a varanda da casa
A casa vazia
Primeiros passos estreiam a manhã
Eis que a imagem do espelho
Me diz:
Estou vivo
E metafisica alguma há de racionalizar isso
Postado por
Alan Figueiredo
às
16:25
0
comentários
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
Marcadores:
A comédia da Vida
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
A ridícula condição do poeta
A rima é ridícula
Ser poeta é ter qualquer coisa de ridículo
De não ter utilidade
Pra que servem os poetas?
Não sei
Acho que é como perguntar pra que serve as estrelas?
Não há utilidade na vida
A utilidade é presa na razão do momento
O poeta é ridículo
Mas não um ridículo cotidiano
É um ridículo qualquer coisa
Um ridículo pra dentro de metáforas
Como é ridículo explicar este ridículo
Ta ai o embaraço de se dizer poeta
De guardar na gaveta aqueles versos
E nem voce ter coragem de fita-lo
O medo do ridículo cotidiano
Da risada apòs uma rima ridícula
De um verso escapar do contexto
Da viagem mal sentida
E é por isso que todos os poemas
Sempre tem qualquer coisa de não acabado
De oculto e não visto por todos os lados
Profundidades abissais escristas em versos
Coitado do fragil poeta
Que ao leve balançar de um risada
Se encolhe com um caramujo ferido
Orgulho de poeta de gaveta fechada
E vai engolindo o orgulho
E derrepente não mais que derrepente
O poeta ferido no alge de seu ser caramujento exclama:
Escrevo versos para posteridade!
Libertem-se fragies poetas
E aceitem a condição do ridículo
Um ridículo poetico é claro
Não levem demasiadamente a sério seus poemas
É ridículo a condição do poeta
Mas temos que aprender a ser ridículo
No mais sublime grau de beleza
Eis que lá estava a poesia
Ser poeta é ter qualquer coisa de ridículo
De não ter utilidade
Pra que servem os poetas?
Não sei
Acho que é como perguntar pra que serve as estrelas?
Não há utilidade na vida
A utilidade é presa na razão do momento
O poeta é ridículo
Mas não um ridículo cotidiano
É um ridículo qualquer coisa
Um ridículo pra dentro de metáforas
Como é ridículo explicar este ridículo
Ta ai o embaraço de se dizer poeta
De guardar na gaveta aqueles versos
E nem voce ter coragem de fita-lo
O medo do ridículo cotidiano
Da risada apòs uma rima ridícula
De um verso escapar do contexto
Da viagem mal sentida
E é por isso que todos os poemas
Sempre tem qualquer coisa de não acabado
De oculto e não visto por todos os lados
Profundidades abissais escristas em versos
Coitado do fragil poeta
Que ao leve balançar de um risada
Se encolhe com um caramujo ferido
Orgulho de poeta de gaveta fechada
E vai engolindo o orgulho
E derrepente não mais que derrepente
O poeta ferido no alge de seu ser caramujento exclama:
Escrevo versos para posteridade!
Libertem-se fragies poetas
E aceitem a condição do ridículo
Um ridículo poetico é claro
Não levem demasiadamente a sério seus poemas
É ridículo a condição do poeta
Mas temos que aprender a ser ridículo
No mais sublime grau de beleza
Eis que lá estava a poesia
Postado por
Alan Figueiredo
às
00:23
2
comentários
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
Marcadores:
filosofía,
Metalinguagen
sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
Nesta manhã
De todas as coisas resta uma
A morte como espaço ultimo
Hoje acoredei cedo e ouvi um passarinho cantar
Chorei porque ele cantava a morte de uma passarinha
A morte como espaço ultimo
Hoje acoredei cedo e ouvi um passarinho cantar
Chorei porque ele cantava a morte de uma passarinha
Postado por
Alan Figueiredo
às
08:32
0
comentários
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
Marcadores:
A comédia da Vida
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
O corpo no jornal
O corpo desfigurado
Balas de fuzil por todos os lados
Assim vai a guerra no oriente médio
Assim vai nas favelas da minha cidade
Mataram o lider na Libia
Muitos já morreram nesta cidade
Famozos chefes de quadrilhas
Drogas diarias da TV
Sigamos então nosso caminho
É a vida que pulsa no peito
O sinal que abriu
E volto pra casa feliz
Balas de fuzil por todos os lados
Assim vai a guerra no oriente médio
Assim vai nas favelas da minha cidade
Mataram o lider na Libia
Muitos já morreram nesta cidade
Famozos chefes de quadrilhas
Drogas diarias da TV
Sigamos então nosso caminho
É a vida que pulsa no peito
O sinal que abriu
E volto pra casa feliz
Postado por
Alan Figueiredo
às
22:01
0
comentários
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
Marcadores:
Político
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
O muro acrilico da linha amarela
O muro acrilico da linha amarela
Tampa aquilo que deve ser visto
Gravuras translucidas
Escodem o decaso histórico
Esse meu rio de janeiro
Que a desigualdade está nas vias espressas
Nos morros e nas armas da opressão
Um dia ainda vou embora
E vou chorar
Lembrando de minha infancia suburbana
Anne Frank aprendeu viver
Mas o acaso não permitiu
Quantos vidas presas atraz do muro
Muro moderno menos trite e mais profundo
O muro de brincadeira
Dedo de criança que pinta
Gravuras que escondem os outros
Aqueles poucos da novela de Manoel
Muitos da navela da vida
Uma dor de cabeça profunda
O muro limpo
Separa a vista do visto
O justo da justiça
Não há mais sistemas e dicotomias
A separar como na guerra fria
É uma guerra suspensa no ar
Presa nas transmissões telefonicas
Muro algum há de separar esta guerra
Vitimas de um muro moderno
Decorado na escola do filho
Nos dedos dos grandes economistas
Pagamos e criamos um muro
Que esconde nossa casa
Nossa vida de morron e tijolos
O descaso que esconde de mim mesmo
O que sou na novela da vida
Papel que sobrou
Dinheiro pouco que não sustenta
O onibus me chegou
Vou pro trabalho
O muro fica para tras
Ainda não fecharam as portas
Mais um dia no centro da cidade
Menos um dia de vida
Tampa aquilo que deve ser visto
Gravuras translucidas
Escodem o decaso histórico
Esse meu rio de janeiro
Que a desigualdade está nas vias espressas
Nos morros e nas armas da opressão
Um dia ainda vou embora
E vou chorar
Lembrando de minha infancia suburbana
Anne Frank aprendeu viver
Mas o acaso não permitiu
Quantos vidas presas atraz do muro
Muro moderno menos trite e mais profundo
O muro de brincadeira
Dedo de criança que pinta
Gravuras que escondem os outros
Aqueles poucos da novela de Manoel
Muitos da navela da vida
Uma dor de cabeça profunda
O muro limpo
Separa a vista do visto
O justo da justiça
Não há mais sistemas e dicotomias
A separar como na guerra fria
É uma guerra suspensa no ar
Presa nas transmissões telefonicas
Muro algum há de separar esta guerra
Vitimas de um muro moderno
Decorado na escola do filho
Nos dedos dos grandes economistas
Pagamos e criamos um muro
Que esconde nossa casa
Nossa vida de morron e tijolos
O descaso que esconde de mim mesmo
O que sou na novela da vida
Papel que sobrou
Dinheiro pouco que não sustenta
O onibus me chegou
Vou pro trabalho
O muro fica para tras
Ainda não fecharam as portas
Mais um dia no centro da cidade
Menos um dia de vida
Postado por
Alan Figueiredo
às
14:15
0
comentários
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
Marcadores:
Político
Assinar:
Postagens (Atom)