O cheiro podre do esgoto
misturado ao gaz carbônico dos carros
com pitadas de suor mendicantes
crack que não joga futebol aos domingos
faz do retrato a arte sega
O sujo exposto em lindíssimas bordas
vamos contemplar a sujeira
dentro de bolhas temperadas
22 graus celsos perfeitos para a imagem
Uma janela para a realidade
olhos comovidos de idiotas engravatados
sujos High tech de corações hipócritas
queixos caídos de dentes manerios
Tem alguns que se salvam é claro
mas no mundo da arte moderna
arte sega que não quer ver
só um coração favelado sabe onde o calo aperta
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
A Arte da hipocrisia moderna
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Alan Figueiredo
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00:22
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sábado, 8 de outubro de 2011
Embalo na madrugada
Tão pequeno
e de olhos atentos
acorda o dia
e dorme com a madrugada
É tudo tão bom
choro risada
leite dormindo para sonhar
balança que segura nos ombros
olhos que nada escapam
o teto a parede a estante
partes de um mesmo lugar
de um mundo só visto por este pequenos olhos
que não escapam
a um ligeiro olhar
olhos nos olhos
olhos dorminhocos
estão fechando
hoje se foi amanhã quem sabe
a rotina não mostra outro mundo
repleto de novidades
que preguiça
arroto
sonha meu filho
amanhã iremos brincar com a vida
e de olhos atentos
acorda o dia
e dorme com a madrugada
É tudo tão bom
choro risada
leite dormindo para sonhar
balança que segura nos ombros
olhos que nada escapam
o teto a parede a estante
partes de um mesmo lugar
de um mundo só visto por este pequenos olhos
que não escapam
a um ligeiro olhar
olhos nos olhos
olhos dorminhocos
estão fechando
hoje se foi amanhã quem sabe
a rotina não mostra outro mundo
repleto de novidades
que preguiça
arroto
sonha meu filho
amanhã iremos brincar com a vida
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Alan Figueiredo
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segunda-feira, 3 de outubro de 2011
Não sei fazer sonetos
Não tenho moral poética
na forma de Quintana é claro
meu verso se perde na dureza
do cinza e do verde
faço minha rima rimas da vida
que passa ante minha retina
rima que salta do abismo de ser
que não é rima nos conceitos
Como fazer um soneto
se rimo ideias?
nesta rima que salta do conceito
rimo com todas as vogais
não sei fazer sonetos clássicos
nem decassílabos perfeitos
rimo chuveiro com toalha
andar com os meus sapatos
rimas internas das palavras
dentro do verso e do poema
rimas boas e más nos olhos de quem lê
rima da vida e do não viver
Não!
Diriam os detentores da chave de tudo
rima é e não pode deixar de ser
tá achando que é bagunça?
Ah! respire meu caro poeta
intolerante ainda rima com pedante
é claro não me acho tão importante
afinal quem sou eu para achar que sou ponto final
no fim das contas
adoro rimas clássicas
só acho minha rima desta vida
muito alem da terminação da palavra
Não é poeta
diriam os apressados
não tem ritmo
diriam os cautelosos
furemos os olhos como Édipo
ninguém é dono do destino
e na escuridão do nada
veja o som que brota do silencio
na forma de Quintana é claro
meu verso se perde na dureza
do cinza e do verde
faço minha rima rimas da vida
que passa ante minha retina
rima que salta do abismo de ser
que não é rima nos conceitos
Como fazer um soneto
se rimo ideias?
nesta rima que salta do conceito
rimo com todas as vogais
não sei fazer sonetos clássicos
nem decassílabos perfeitos
rimo chuveiro com toalha
andar com os meus sapatos
rimas internas das palavras
dentro do verso e do poema
rimas boas e más nos olhos de quem lê
rima da vida e do não viver
Não!
Diriam os detentores da chave de tudo
rima é e não pode deixar de ser
tá achando que é bagunça?
Ah! respire meu caro poeta
intolerante ainda rima com pedante
é claro não me acho tão importante
afinal quem sou eu para achar que sou ponto final
no fim das contas
adoro rimas clássicas
só acho minha rima desta vida
muito alem da terminação da palavra
Não é poeta
diriam os apressados
não tem ritmo
diriam os cautelosos
furemos os olhos como Édipo
ninguém é dono do destino
e na escuridão do nada
veja o som que brota do silencio
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sexta-feira, 30 de setembro de 2011
Uma garça
Uma garça na lagoa imunda
Uma graça em pelo
Com seu desfiado vestido branco
Vai por sacolas plasticas e garrafas
Uma garça na lagoa imunda
Que teima em estar viva
Por entre óleos e esgotos
Graças fazendo a refeição matinal
Ainda resiste a vida
Do pouco que se sobrou
Sai a garça de vestido desfiado
Altiva a se enrolar em sacolas plasticas
Sujando a barra da sai
E sai voando assim de lado
Para em uma pedra
Estica seu gracioso pescoço
e voa feliz
Como só as garças podem fazer
Uma graça em pelo
Com seu desfiado vestido branco
Vai por sacolas plasticas e garrafas
Uma garça na lagoa imunda
Que teima em estar viva
Por entre óleos e esgotos
Graças fazendo a refeição matinal
Ainda resiste a vida
Do pouco que se sobrou
Sai a garça de vestido desfiado
Altiva a se enrolar em sacolas plasticas
Sujando a barra da sai
E sai voando assim de lado
Para em uma pedra
Estica seu gracioso pescoço
e voa feliz
Como só as garças podem fazer
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terça-feira, 27 de setembro de 2011
Pasto Político
É sempre a mesma História
um roubo político aqui
perdeu um cargo ali
e continuamos a comer capim
um roubo político aqui
perdeu um cargo ali
e continuamos a comer capim
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Alan Figueiredo
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21:57
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domingo, 18 de setembro de 2011
O Cristo e o não-lugar
Não há volta!
Portugal a muito fechou suas portas
coitado destes que sente saudade
neste não-lugar
a saudade é eterna
lá está a imagem
um simbolo cristão cravado no meio da cidade
cristo de braços abertos
abertos de boa vontade se reparar
estranha sina de sofredor
é um muro que separa o mesmo lugar
de frente para Europa
será que ele quer fugir
ou receber os que chegam?
depende do angulo de quem olha
os que veem debaixo
veem um criança birrenta pedindo colo
salve-me desta selva e destes silvas
O não-lugar se faz presente em seus braços
coitado destes que querem fugir
os que querem ficar tem mais é que se salvar
um dia quem sabe
num dia claro de um verão morno
o crito talvez olhe pra baixo
e veja seus pés cravados no chão
Portugal a muito fechou suas portas
coitado destes que sente saudade
neste não-lugar
a saudade é eterna
lá está a imagem
um simbolo cristão cravado no meio da cidade
cristo de braços abertos
abertos de boa vontade se reparar
estranha sina de sofredor
é um muro que separa o mesmo lugar
de frente para Europa
será que ele quer fugir
ou receber os que chegam?
depende do angulo de quem olha
os que veem debaixo
veem um criança birrenta pedindo colo
salve-me desta selva e destes silvas
O não-lugar se faz presente em seus braços
coitado destes que querem fugir
os que querem ficar tem mais é que se salvar
um dia quem sabe
num dia claro de um verão morno
o crito talvez olhe pra baixo
e veja seus pés cravados no chão
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quinta-feira, 15 de setembro de 2011
O Crente
Me diz:
Se eu não acreditar na Arte e na Filosofia
vou acreditar em que?
Na politica partidária Brasileira
ou nos palhaços engravatados da TV!?
Se eu não acreditar na Arte e na Filosofia
vou acreditar em que?
Na politica partidária Brasileira
ou nos palhaços engravatados da TV!?
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Alan Figueiredo
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15:53
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sexta-feira, 9 de setembro de 2011
A carta poética
A quem interessar
o poema está ali
a quem interessar
escrevo linhas duras
de uma dureza
de ser único
sou único por ser eu
ego de escritor poeta
a quem interessar
mando uma carta poética
a muita já aberta e esquecida
endurecida no cimento da cidade
a quem interessar
o conteúdo da dureza
ou os tambores do peito
mando uma carta já esquecida
a quem interessar
responda-me agora
não deixe meu coração solitário
tombar diante do inexorável
a quem interessar
salve nossas almas
desse tambor rugindo no peito
dia a dia vivendo a amanhã nunca findo
ah sim !
deus há de cuidar
das cartas esquecidas
e dos momentos únicos e solitário
ah!
agora tudo está claro
meus olhos ainda mareados da verdade revelada
percebem o inominável
transbordando das beiras das palavras
eu sou o universo
todas as pequenas partes
de um canto do pássaro
de um raio solar na poeira
sou uma verdade
a muito já sabida
esquecidas …
nas cabeças que pisão no chão
a verdade de ser o universo inteiro
é mais uma
dentre tantas verdades
e como toda verdade que presta
há de ser simples
absurdamente simples
http://www.youtube.com/watch?v=tlgX5Bj0xXk
o poema está ali
a quem interessar
escrevo linhas duras
de uma dureza
de ser único
sou único por ser eu
ego de escritor poeta
a quem interessar
mando uma carta poética
a muita já aberta e esquecida
endurecida no cimento da cidade
a quem interessar
o conteúdo da dureza
ou os tambores do peito
mando uma carta já esquecida
a quem interessar
responda-me agora
não deixe meu coração solitário
tombar diante do inexorável
a quem interessar
salve nossas almas
desse tambor rugindo no peito
dia a dia vivendo a amanhã nunca findo
ah sim !
deus há de cuidar
das cartas esquecidas
e dos momentos únicos e solitário
ah!
agora tudo está claro
meus olhos ainda mareados da verdade revelada
percebem o inominável
transbordando das beiras das palavras
eu sou o universo
todas as pequenas partes
de um canto do pássaro
de um raio solar na poeira
sou uma verdade
a muito já sabida
esquecidas …
nas cabeças que pisão no chão
a verdade de ser o universo inteiro
é mais uma
dentre tantas verdades
e como toda verdade que presta
há de ser simples
absurdamente simples
http://www.youtube.com/watch?v=tlgX5Bj0xXk
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domingo, 4 de setembro de 2011
O abate do gado
Vou caminhando
comendo e caminhando
vida boa
vida de gado
eis que um dia
uma fila de irmãos gados
marcados
se fez ante minha retina
e fui seguindo o fluxo
voltar não mais podia
em frente
dizia a placa
sonoros apitos vinham do incio da fila
depois silencio
absurdos silêncios de passos que andam
em frente dizia a voz ao meu lado
meu coração saltou
vi meu derradeiro dia
o abate era o meu fim ultimo
voltar jamais, minha consciência não deixaria
ir para onde?
Se a guilhotina é meu destino
fico ereto ante o inevitável
mais um passo
mais um que passou
eis que sou o próximo
não acredito!
É tudo tão limpo
não há sujeira alguma no chão
nem sangue
nada que denuncie esta pratica hedionda
uma voz me chama
tiro as coisas do bolso
não tenho nada
nem jamais vou ter
fecho os olhos
passo
e o apito ressoa triunfante
respiro pela ultima vez
e uma voz lá no fundo me chama
senhor
Senhor!
Queria por favor voltar
e retirar os sapatos
olhei a minha volta
o voo já vai partir
as pessoas pararam
o raio x apitou
e ainda não morri
http://www.youtube.com/watch?v=JdYw56m89GY
comendo e caminhando
vida boa
vida de gado
eis que um dia
uma fila de irmãos gados
marcados
se fez ante minha retina
e fui seguindo o fluxo
voltar não mais podia
em frente
dizia a placa
sonoros apitos vinham do incio da fila
depois silencio
absurdos silêncios de passos que andam
em frente dizia a voz ao meu lado
meu coração saltou
vi meu derradeiro dia
o abate era o meu fim ultimo
voltar jamais, minha consciência não deixaria
ir para onde?
Se a guilhotina é meu destino
fico ereto ante o inevitável
mais um passo
mais um que passou
eis que sou o próximo
não acredito!
É tudo tão limpo
não há sujeira alguma no chão
nem sangue
nada que denuncie esta pratica hedionda
uma voz me chama
tiro as coisas do bolso
não tenho nada
nem jamais vou ter
fecho os olhos
passo
e o apito ressoa triunfante
respiro pela ultima vez
e uma voz lá no fundo me chama
senhor
Senhor!
Queria por favor voltar
e retirar os sapatos
olhei a minha volta
o voo já vai partir
as pessoas pararam
o raio x apitou
e ainda não morri
http://www.youtube.com/watch?v=JdYw56m89GY
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segunda-feira, 29 de agosto de 2011
A criança da vida
Uma criança me olha nos olhos
e olha os pés imundos de terra
pronto
nunca mais serei o mesmo
as coisas simples brotaram da terra na calçada
e fiquei a espiar o mato crescer
e olha os pés imundos de terra
pronto
nunca mais serei o mesmo
as coisas simples brotaram da terra na calçada
e fiquei a espiar o mato crescer
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Alan Figueiredo
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